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Perfis dos Artistas que compõem o acervo da Ex Galeria Seta do marchand e artista plástico Antonio Maluf


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ANTONIO MALUF



Atualizado em 1 de Novembro de 2021


LEIA AQUI


Blog ARTEURBE

De autoria do artista plástico Helio Schonmann, o que o torna ainda mais estimulante devido a própria qualidade artística de sua obra e de seu importante trabalho de promoção cultural, embora como ele afirme no texto de introdução que este "foi criado para suprir necessidades minhas, como artista: organizar o pensamento; compartilhar descobertas e reflexões". Nesse número divulgado em 18 de agosto de 2021, Helio traz uma rica crítica a obra de Pedro Tavares Maluf.

Site entrevistou Iur. Leia a entrevista

This site interviewed Iur.Read the interview

Trapézio Galeria de Arte faz bate-papo com artista Lilia Malheiros

Conheça algumas das exposições organizadas e/ou realizadas pela Galeria Seta (incluindo leilões) que tanto marcaram a vida das artes plásticas de São Paulo e do Brasil.


OUTROS ARTISTAS

Conheça outros artistas que são desconhecidos pelo grande público


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EXPOSIÇÕES


MACAPARANA

Exposição Afinidades no Museu Lasar Segall, de junho a agosto de 2018, à rua Berta, 111, telefone: 2159-0400, Vila Mariana, São Paulo (SP), de 4a à 2a das 11hs às 19hs. Entrada Gratuita. Para maiores informações do artista clique no verbete MACAPARANA


LILIA MALHEIROS

Sábado, 15 de julho de 2017, tem início exposição das obras da artista LILIA MALHEIROS a se realizar no Centro Histórico e Cultural Mackenzie à rua Itambé, 143, ou Maria Antonia, 307 PRÉDIO 1, Higienópolis, São Palo (SP). A exposição Geometria Sutil tem curadoria de RODRIGO NAVES, e vai até o dia 12 de agosto. Telefone: (11) 2114-8661. Edifício acessível


Entrevista com a pintora LILIA MALHEIROS, concedida para a Ex-Galeria Seta, em 2014

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ENTREVISTA

Lei a entrevista com o tradicional leiloeiro LUIZ CARLOS MOREIRA, fundador da tableau arte & leilões.

Read in english


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* Conheça as EXPOSIÇÕES de Lilia

* Admire algumas TELAS de Lilia

* E acompanhe o texto da crítica de arte THAÍSA PALHARES tratando da obra de Lilia Malheiros


SINGULAR E PLURAL

De sexta-feira, 29 de abril de 2016, a domingo, 26 de junho de 2016, o Museu dos Correios, em Brasília (DF), situado na SCS, quadra 4, bloco A, 256, ed. Apolo, Asa Sul, sediou a exposição Antonio Maluf: Singular e Plural na qual se propôs a "resumir a personalidade simples e ao mesmo tempo complexa de Antonio Maluf (...) tendo como característica marcante sua multidisciplinaridade". A exposição contará com mais de 60 obras de um período de meio século de produção (de 1950 a 2000), nas quais fica patente o cuidado com a geometria, revelando o amor e respeito do artista à matemática. De acordo com o curador da mostra Celso Fioravante : "O artista plástico paulistano Antonio Maluf deve ser classificado como um mestre na história da arte brasileira, pois se enquadra na restrita categoria desenvolvida pelo poeta e crítico literário norte americano Ezra Pound (1885-1972), que, em seu clássico 'ABC da Literatura', classifica como 'mestre' aquele artista capaz de fazer várias combinações de um processo criado anteriormente e que se sai tão bem ou até melhor do que os próprios inventores desse processo. Antonio Maluf não inventou o concretismo, mas fez dele o seu universo".

O movimento do público durante a exposição foi considerado muito positivo pelos organizadores.


CONSTRUÇÕES DE UMA EQUAÇÃO

De 29 de março de 2016 ao início de junho, a Galeria Frente, do marchand Acácio Lisboa, apresentou a exposição Construções de uma Equação sobre a obra do artista ANTONIO MALUF (1926-2005), contando com mais de 100 trabalhos os quais abarcam as diferentes fases de sua produção. A exposição contou com a coordenadoria do consultor e produtor cultural Fábio Magalhães e ofereceu aos visitantes um catálogo muito bem documentado para registrar a biografia e produção do artista.


MESA REDONDA EM PETRÓPOLIS

Acompanhe a participação do artista plástico Antonio Maluf em mesa redonda no Museu de Petrópolis pouco tempo antes de seu falecimento. Importante depoimento sobre sua trajetória.

SUMÁRIO GERAL



ANTIGA GALERIA SETA


Seja bem vindo à página da antiga EDITORA, LIVRARIA E GALERIA SETA, que marcou a vida das artes plásticas de São Paulo ao longo de três décadas.

Aqui você poderá consultar informações sobre o acervo constituído ao longo de muitos anos pelo marchand e artista plástico ANTONIO MALUF (1926-2005). Ele foi seu proprietário e diretor a partir de meados dos anos 60 até sua morte em 2005, embora a galeria tenha deixado de realizar exposições no final da década de 80. A inserção dos artistas na presente página, bem como a modificação e atualização das informações de cada um dos que estão presentes, ocorrerá paulatinamente e, espera-se a médio prazo contribuir para uma sólida documentação dos artistas que aqui se encontram. São mais de 700 obras de mais de 150 artistas, compostas por finas gravuras, serigrafias, óleos sobre telas e esculturas. Há um interessante paradaxo no olhar de Antonio Maluf, uma vez que em sua trajetória artística ele foi um homem fiel ao concretismo, porém este segmento ficou de fora de suas escolhas pessoais na formação do acervo, com algumas exceções momentâneas as quais estiveram circunscritas à algumas transações comerciais. O abstracionismo não concreto (não geométrico) conta com pequena participação no conjunto das obras, as quais são fortemente marcadas pelo figurativismo, seja um figurativismo de observação seja de imaginação. Maluf sempre pautou a formação de seu acervo com base primeiramente no que considerava a qualidade artistica dos autores das obras que adquiria para depois levar em conta o aspecto comercial. Nem sempre estes autores se transformaram em figuras conhecidas pelo mercado de arte a despeito de seus indiscutíveis méritos artísticos uma vez que Maluf tinha grande preocupação de não expor trabalhos que em sua avaliação corriam risco de aviltamento de preços. Porém, quem é contemporâneo de Antonio Maluf sabe da sua importância seja na consagração e/ou no suporte a nomes como Adevaldo Marajó, Agostinho Batista de Freitas, Dicinho, Elgul Samad, Elza Oliveira Souza (Elza O. S.), Evandro Carlos Jardim, Felisberto Ranzini, Gladys Maldaun, Inácio da Nega, Jesuíno Ribeiro, Luiz Ventura, Elyzito, Macaparana, entre tantos outros. Alguns desses artistas já faleceram, o que só aumenta a relevância da preservação da memória de seus trabalhos artísticos.

O acervo da Galeria Seta também se constituiu de uma vastíssima biblioteca formada tanto por obras individuais dos diferentes campos das artes plásticas e visuais, bem como de importantes enciclopédias e coleções (incluindo catálogos de exposições, convites para inagurações de exposições etc.).

Em caso de interesse comercial por algum dos artistas, bem assim desejo de tirar dúvidas sobre a obra de algum deles, dispor de alguma informação complementar, ou apontar eventuais equívocos ou dar sugestões, basta entar em em contato com os responsáveis pelo acervo, a saber: Rui Tavares Maluf, Thiago Lupo Maluf e Pedro Tavares Maluf. Para facilitar a identificação, solicita-se que no campo ASSUNTO da mensagem eletrônica seja escrito EX GALERIA SETA, em letra de forma.




ADEVALDO


SUMÁRIO




DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO

Adevaldo Rodrigues

NOME ARTÍSTICO E/OU PELO QUAL É CONHECIDO

Adevaldo, Adevaldo Rodrigues, Adevaldo Rodrigues Marajó

LOCAL DE NASCIMENTO

Ilha do Marajó, Estado do Pará

ANO DE NASCIMENTO

1942

CONDIÇÃO ATUAL

Pintor ativo

LINGUAGEM PREDOMINANTE

A obra de Adevaldo, quase integralmente alicerçada em gravuras e xilogravuras, apresenta uma linguagem predominantemente figurativa de temas populares de seu estado natal, o Pará.

VIDA PROFISSIONAL

Larga parte da vida profissional de Adevaldo se deu no estúdio do artista Mário Gruber para quem trabalhou.

EXPOSIÇÃO

FOTO DE OBRA:


Matriz de uma xilogravura de Adevaldo

FONTES DE PESQUISA

- Acervo da Galeria Seta;

- Catálogo da Tableau Leilões, Março de 2017;

- Enciclopédia ItauCultural

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf

DATA DE ATUALIZAÇÃO:

18 de Dezembro de 2017

DATA DE ELABORAÇÃO

8 de Maio de 2017


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Adevaldo, Adevaldo Marajó, Galeria Seta, Mostra Anual de Gravura, Pará



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AGOSTINHO



SUMÁRIO


DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO

Agostinho Batista de Freitas

ANO DE NASCIMENTO

1927

LOCAL DE NASCIMENTO

Campinas (SP)

ANO DE FALECIMENTO

1997, aos 70 anos

LOCAL DO FALECIMENTO

São Paulo (SP)

TRAJETÓRIA DE VIDA

De acordo com AYALA (1986), Agostinho passou toda sua infância e adolescência no campo, tendo deixado a lavoura para vir trabalhar em São Paulo, capital, em uma fábrica de brinquedos, acabando por ser despedido por desenhar durante o expediente. Começou, então, a trabalhar como ajudante de eletricista. Em 1952, com 27 anos. Em 1951, foi descoberto pelo diretor geral do Museu de Arte de São Paulo (MASP), Pietro Maria Bardi , quem realizou uma exposição do artista no ano seguinte, 1952, quando Agostinho já vendia seus quadros nas ruas da capital. Em 1966, ele faz uma exposição em Veneza, Itália. Nesses anos, seus trabalhos começam a ser tornar mais maduros e o convívio com a metrópole o leva a elaborar trabalhos com motivos urbanos, os quais prevalecerão por praticamente todos esses anos.

CONDIÇÃO

Pintor Inativo (Falecido)

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Figurativa, prevalecendo paisagens urbanas de São Paulo, ainda que em sua fase inicial os motivos predominantes, fossem rurais, e classificada por muitos críticos como Arte Naif.

O QUE DISSERAM DE AGOSTINHO

Pietro Maria Bardi, ex-diretor do MASP (falecido) - "Ainda tenho nítido na memória aquela tarde, no início dos anos 50, quando passava pelo Viaduto do Chá. Minha atenção foi despertada por uma figura que fazia, muito compenetrada, desenhos em frente ao prédio da Light. Ao bater os olhos no que ele desenhava, vi imediatamente que ali estava um artista de verdade, alguém que conhecia profundamente composição e perspectiva(negrito nosso). Para mim não importa se a gente encontra uma artista numa galeria, na rua, ou num museu. Puxei conversa e ele me disse ser eletricista de profissão. E eu lhe respondi: 'na minha opinião você pode perfeitamente dedicar-se somente à pintura'. Tanto assim que lhe encomendei imediatamente um trabalho. Propus que ele subisse ao Bando do Estado e lá de cima registrasse uma vista panorâmica de São Paulo. Ele topou com toda simplicidade. Reuni com uns amigos tela, pincéis e tinta que lhe entreguei. Esse quadro - que hoje está no meu quarto de dormir, mesmo decorridos tantos anos, eu reputo como a mais bela paisagem de São Paulo que alguém já pintou. É um quadro belíssimo e está reproduzido no meu livro 'The Arts in Brazil'. Nunca um artista havia feito por aqui nada parecido. E desafio qualquer pintor a fazê-lo. Desafio mesmo. Esse quadro - um dia pertencerá ao Museu de Arte de São Paulo - eu apresentei na Bienal de Veneza de 1961, onde os trabalhos de Agostinho estiveram ao lado dos de José Antonio da Silva, de Arthur Piza e Sergio Camargo. Lá ele causou uma enorme impressão e muita gente quis comprá-lo. Foi nessa ocasião que apelidei Agostinho de 'Utrillo de São Paulo', porque nenhum pintor conseguiu expressar de uma forma tão comovente o seu amor por São Paulo" (AYALA: 1986, página 323) .

Fernando Oliva e Rodrigo Moura, curador do MASP e curador adjunto de arte brasileira do MASP, comentando a mostra do artista, já falecido, no MASP (2016-2017), a qual reuniu 74 obras: "Esta exposição reúne 74 pinturas realizadas entre as décadas de 1950 e 1990, incluindo cinco telas recentemente doadas ao acervo do MASP, fazendo com que, pela primeira vez, a obra de Agostinho Batista de Freitas (1927-1997) esteja presente na coleção do Museu, corrigindo uma lacuna histórica."

"O foco aqui são as representações de São Paulo, assunto de que Batista de Freitas se ocupou durante toda sua trajetória. Nesse caso não se trata apenas de uma extraordinária quantidade de pinturas sobre a cidade, algo singular para São Paulo, mas da qualidade e da variedade desses trabalhos, diversificados e surpreendentes em suas composições, coloridos, pontos de vista e enquadramentos".

Nesta mostra a relação de Batista de Freitas com a cidade se faz presente mediante diversos agrupamentos de obras, organizados em fileiras que vão desde a representação do edifício do Museu, na avenida Paulista, até as vistas aéreas do centro de São Paulo, passando por cenas do cotidiano na Zona Norte, onde o artista vivia, e situações coletivas de diferentes naturezas, que incluem as viagens, as festas, os divertimentos e as manifestações religiosas".

(....)

As histórias de Batista de Freitas e do MASP se misturam. O diretor fundador do MASP, Pietro Maria Bardi (1900-1999), introduziu o trabalho do artista no circuito de arte ao realizar sua primeira individual, em 1952. Ele tinha apenas 25 anos de idade, morava no bairro do Imirim, na Zona Norte de São Paulo, pintava e mostrava suas obras nas ruas do centro de São Paulo, onde Bardi o conheceu."

(...)

TÉCNICAS E SUPORTES PREDOMINANTES

Praticamente toda sua obra conhecida do público é de óleos e acrílica sobre tela.

EXPOSIÇÕES

TELA DE AGOSTINHO

A tela abaixo não deixa dúvida para quem conhece São Paulo, até mesmo por fotografia. Trata-se da Praça da Sé. Sua dimensão é de 100 cm de largura por 70 cm de altura. Está assinada e datada de 1983

Praça da Sé, tela de 1983

MERCADO DE AGOSTINHO

Com o olhar e a iniciativa de Pietro Maria Bardi falecido diretor do MASP e ex-proprietário da Galeria Mirante das Artes, a obra de Agostinho tornou-se conhecida do grande público a partir da década de 50 para firmar-se na década de 60. A partir do momento que Antonio Maluf começa a atuar como marchand em meados da década de 60, ele também dedica boa dose de atenção e entusiasmo aos trabalhos de Agostinho. Os anos seguintes até praticamente sua morte, em 1997, consolidaram seu mercado e tornaram suas telas muito disputadas. Contudo, alguns anos após sua morte, suas pinturas tiveram ligeiro declínio em parte do mercado (casa de leilões) pela diminuição de aquisições e, consequentemente, de valores. Mais recentemente, a partir de 2012, observa-se uma revalorização das obras do artista, que nunca deixou de ter boa aceitação nas transações diretas e há uma boa expectativa de que em breve voltem a ter boa valorização. Bom termômetro desta recuperação foi o Leilão realizado pelo Escritório de Arte de James Lisboa, em março de 2015, quando várias telas de Agostinho foram arrematadas por preços variando entre R$ 4.500 e R$ 7.000.

FONTES DE INFORMAÇÃO

RESPONSÁVEL PELO PERFIL

Rui Tavares Maluf

DATA DE ATUALIZAÇÃO

10 de Janeiro de 2017, penúltima em 17 de Abril de 2015

DATA DE ELABORAÇÃO

28 de Janeiro de 2014

TAGs: Agostinho; Agostinho Batista de Freitas; Antonio Maluf; Bairro; Bairro do Imirim; Imirim; Periferia; Pietro Maria Bardi; Museu de Arte de São Paulo; MASP; Galeria Mirante das Artes; Galeria Seta; Pintor; Rui Tavares Maluf; São Paulo; (SP)




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ALBERTO CEDRON


SUMÁRIO



DADOS PESSOAIS


NOME COMPLETO

Alberto Cedron

LOCAL DE NASCIMENTO

Buenos Aires (Argentina)

DATA DE NASCIMENTO

9 de maio de 1937

LOCAL DE FALECIMENTO

Buenos Aires (Argentina)

DATA DE FALECIMENTO

1 de março de 2007, aos 69 anos

LOCAIS DE MORADIA

Argentina, Brasil (São Paulo - SP, Búzios - RJ, Porto Alegre - RS), Venezuela e Portugal

STATUS DO ARTISTA:

Inativo por falecimento

EXPOSIÇÕES DO ARTISTA:

Realizou diversas exposições individuais e coletivas desde 1959.

Póstuma

2013. Palais de Glace, Buenos Aires, Argentina.

FONTES DE INFORMAÇÃO:

RESPONSAVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf

DATA DE ELABORAÇÃO:

21 de junho de 2021


TAGs:Alberto Cedrón, Argentina, Buenos Aires, Cedrón, Galeria Seta, Portugal, Venezuela




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ALFREDO NORFINI


SUMÁRIO



DADOS PESSOAIS


NOME COMPLETO

Alfredo Norfini

LOCAL DE NASCIMENTO

Florença (Itália)

DATA DE NASCIMENTO

23 de dezembo de 1867

LOCAL DE FALECIMENTO

Rio de Janeiro (RJ)

DATA DE FALECIMENTO

23 de dezembro de 1944 (dia de seu aniversário)

IDADE AO FALECER

77 anos

FORMAÇÃO

Real Academia de Belas Artes, de Lucca (Itália), no ano de 1892

LOCAIS DE RESIDÊNCIA

Florença (Itália), Lucca (Itália), Buenos Aires (Argentina) (1893-1898), Campinas (São Paulo, Brasil), São Paulo (SP) (1904-1937), e Rio de Janeiro (RJ) (1937-1944)

STATUS DO ARTISTA:

Inativo

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Figurativa focada em documentação de paisagens urbana e rural, especialmente colonial

UMA OBRA DE NORFINI

Eis uma aquarela de Alfredo Norfini. A etiqueta no verso da obra informa o ano de 1937 (com dimensões de 23cm por 29cm), trazendo inscrições do próprio artista na parte da frente identificando a igreja retratada como de São João del Rey (MG). Porém um olhar atento ao lado da assinatura do artista sugere que a obra está datada de 1921.

Aquarela de Alfredo Norfini

O QUE FOI ESCRITO SOBRE O ARTISTA:

"A aquarela é mais difícil que outras técnicas, pois exige segurança e firmeza por parte do artista. Não aceita retoques, senão a obra perde logo a leveza, que é uma de suas maiores qualidades. Norfini conseguiu sempre grande transparência e um colorido vivo em suas composições, qualidades que merecem a admiração do público e dos colegas (...) quando estudava uma igreja, ele a colocava em seu ambiente e estudava as montanhas atrás dela, o céu, a vegetação vizinha, procurando conseguir uma harmonia com o todo" (Ruth Sprung Tarasantchi, Pintores Paisagistas - São Paulo 1890-1920, Edusp e IMESP, São Paulo, 2002).

MERCADO DE NORFINI

Paisagistas da qualidade de Norfini sempre contam com mercado, mesmo quando os preços se depreciam em decorrência deste gênero de trabalho ter se tornado razoavelmente declinante. As aquarelas deste artista quase sempre encontram demanda em casas de leilão, podendo atingir bons preços especialmente se partem de ofertas iniciais modestas. Enfrentam maior dificuldade quando partem de um piso mais alto, mas tendem a ser arrematadas desde que a paisagem ou retrato seja convidativo e esteja em bom estado. Preços de aquarelas de Norfini entre 2016 e 2017 variaram de R$ 350,00 a R$ 1.100,00 nos leilões de São Paulo.

EXPOSIÇÕES DO ARTISTA

DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO:

Inácio Ramos da SILVA

NOME ARTÍSTICO:

Ignácio da Nega, ou Inácio da Nega

LOCAL E DATA DE NASCIMENTO:

Surubim, estado de Pernambuco, em 3 de Novembro de 1945

SITUAÇÃO ATUAL:

Pintor ativo

EXPOSIÇÕES REALIZADAS:

Coletivas

Individuais

ACERVOS E PAÍSES QUE DISPÕEM DA OBRA DE INÁCIO DA NEGA

De acordo com biografia do artista, publicada por O Frontispicio, obras de sua autoria estão espalhadas por todo o Brasil bem como em países como Alemanha, Argentina, Colômbia, EUA, França, Israel, Portugal e Suiça.

PESSOAS QUE ORIENTARAM A PINTURA DO ARTISTA

- Cássio M’Boy e Iracema Arditi

CARACTERÍSTICA PRINCIPAL DA OBRA:

-Primitiva (Naif). Inácio da Nega dá grande ênfase às cenas do cotidiano, como do Nordeste, e dentre estas com largo enfoque para mulheres e bordéis. As cores de suas telas são bastante intensas.

UMA TELA DE INÁCIO DA NEGA:

- Boite de Dondinha – (Dimensões de 121 x 90), assinado no canto inferior direito;

Boite de Dondinha, tela de Inácio da Nega

PREÇO DAS OBRAS DO ARTISTA:

Suas obras não estavam mais presentes em leilões das principais praças brasileiras havia muitos anos, o que era lamentável uma vez que se trata de artista primitivo de grande qualidade e que poderia obter preços muito bons. De forma geral, suas telas são atualmente oferecidas pelo site de compra e venda MERCADO LIVRE. Aos poucos, porém, suas telas começam a ser colocadas novamente no mercado, incluindo as casas de leilão, com a contribuição do acervo da ex galeria Seta. Em acesso nos meses de março e abril de 2013, observamos as seguintes ofertas: 1-Tela colorida com baianas e datada de 2007, sem a identificação das dimensões, é oferecida por apenas R$ 220,00 e parcelável em até 12 vezes de R$ 21; 2-Tela colorida com comerciantes em barco, de vendedor no Distrito Federal (DF), oferecendo-a por R$ 650,00; 3-Tela colorida com Tocadores de Bumbo, muito bonita, proprietário de São Paulo, sem a identificação das dimensões, é ofertada por apenas R$ 300,00.

LEILÕES:

-No leilão de Lygia Jafet, em São Paulo (SP), realizado em 15 de maio de 1990, sua tela óleo sobre tela, com dimensões de 0,60 X 0,80, assinada, intitulada “Casas Rurais da Bahia”, de 1989, foi arrematada por Cr$ 41.400,00, equivalentes a US$ 800,00; -Em leilão da Jardins Galeria de Arte, realizado em 10 de novembro de 1999, sua tela a óleo, medindo 0,40 cm x 0,50 cm e intitulada “O Vendedor de Pão”, de 1997, foi arrematada pelo valor convertido de US$ 234,25.

FONTES DE PESQUISA:

-HTTPS://WWW.YOUTUBE.COM/WATCH?v=4l8AD9kAqAI

-HTTP://OFRONTISPICIO.BLOGSPOT.COM – Biografia de Artistas NAIF, Inácio da Nega, 18 de Fevereiro de 2013, texto de Enzo Ferrara, acessado em 4 de abril de 2013, às 16:40ms;

INÁCIO DA NEGA, currículo manuscrito e afixado no verso da tela tamanho de 40 cm x 30 cm, assinada e datada de 1980, tendo como motivo paisagem urbana com igreja matriz em destaque;

MERCADO LIVRE - http://lista.mercadolivre.com.br (acessado em 27 de abril de 2013, às 16hs30ms);

-LOUZADA, Júlio – Artes Plásticas 92, São Paulo (SP)

LOUZADA, Júlio e Maria Alice – Artes Plásticas, Volume 12, São Paulo (SP), ano provável 2000.

DATA DE ATUALIZAÇÃO:

27 de Abril de 2013.

DATA DA ELABORAÇÃO:

27 de Abril de 2013

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA:

Rui Tavares Maluf

TAGS: Perfil; Inácio da Nega; Inácio Ramos da Silva, Surubim, Pernambuco, Acervo; Artista; Artes Plásticas; Telas; Exposições Individuais; Exposições Coletivas; Galeria Seta.


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IVANI RANIERI


SUMÁRIO

DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO

Ivani Fortunato Ranieri De Castilho

NOME ARTÍSTICO MAIS CONHECIDO

Ivani Raniri

OUTROS NOMES/h4>

Ivani Fortunato, Ivani de Castilho

DATA DE NASCIMENTO

6 de Outubro de 1960

LOCAL DE NASCIMENTO

São Paulo (SP)

FORMAÇÃO ACADÊMICA

Educação Artística, com habilitação em Artes Plásticas pela Faculdade Santa Marcelina (1981), tem pos graduação pela mesma instituição onde também lecionou por 17 anos gravura e aquarela.


STATUS DA ARTISTA:

Artista ativa

LINGUAGEM DA ARTISTA:

Predominantemente figurativa, valendo-se de diferentes meios de expressão mas com grande frequência por meio de aquarelas e gravuras.

EXPOSIÇÕES:

DATA DE ATUALIZAÇÃO

28 de Junho de 2021

DATA DE ELABORAÇÃO:

22 de Janeiro de 2021

FONTES DE INFORMAÇÃO:

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA:

Rui Tavares Maluf

(PALAVRAS-CHAVES) TAGS:Ex-galeria Seta, Gravuras, Ivani Fortunato, Ranieri de Castilho, Ivani Ranieri


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IVONE COUTO

SUMÁRIO


DADOS PESSOAIS


NOME COMPLETO

Ivone Couto

NOME PELO QUAL É CONHECIDA

Ivone Couto, e, também (assinatura) Yvone Couto

LOCAL DE NASCIMENTO:

Morada Nova Minas (MG)

ANO DE NASCIMENTO:

1959

FORMAÇÃO ARTÍSTICA:

Ivone Couto realizou o curso de Belas Artes, Artes Gráficas e Gravura em Metal na Fundação Guignard, em Belo Horizonte (MG). Cursou Desenho Arquitetônico na Escola Politécnica de Minas Gerais, Belo Horizonte (MG). Fez especialização em Litografia em Ouro Preto (MG), sob a responsabilidade de João Quaglia e no mesmo município Escultura sob a direção de Décio Lima. Depois fez novo curso de Litografia com Luis Lobo e de Criatividade com Sara Ávila.

STATUS:

Artista ativa

LINGUAGEM PREDOMINANTE:

Figurativa, mas valendo-se de várias técnicas e suportes.

EXPOSIÇÕES

A seguir lista de algumas das muitas exposições coletivas que contaram com a participação da artista Ivone Couto

FONTES DE CONSULTA

DATA DE ELABORAÇÃO

16 de dezembro de 2020


RESPONSÁVEL PELA PESQUISA:

Rui Tavares Maluf

TAGS:Acervo da ex-galeria Seta, Escola Politécnica de Minas Gerais, Fundação Guignard, Gravura de Ivone Couto, Luis Lobo, Sara Ávila




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JESUÍNO LEITE RIBEIRO


Foto de Jesuino L. Ribeiro

SUMÁRIO


DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO:

Jesuíno Leite Ribeiro (conhecido carinhosamente na família como Zino)

LOCAL DE NASCIMENTO:

Guaxupé, estado de Minas Gerais

ANO DE NASCIMENTO:

1935

FALECIMENTO:

Julho de 2012

LOCAL DE FALECIMENTO:

Guaxupé, estado de Minas Gerais

ESTUDO E DOCÊNCIA:

EXPOSIÇÕES:

Individuais

Coletivas

CARACTERÍSTICAS DE SEUS TRABALHOS ARTÍSTICOS:

Suas telas dos anos 60 pautam-se por experiências diversas no campo figurativo e por ambientes internos como bares. Suas obras da década de 70 e 80, que parecem consolidar e afirmar seu trabalho se concentram em paisagens que podem ou não contar com figuras humanas. As pinceladas em geral aparentam ser rápidas e as cores vivas, especialmente as dos trabalhos do final da década de 70 e primeira metade da de 80.

UMA DAS TELAS DE JESUÍNO

Tela de Jesuíno Ribeiro, Praça de Guaxupé

O QUE ESCREVRAM SOBRE JESUÍNO (DE 1960 a 1983):

- “A pintura de Jesuíno Leite Ribeiro trata exatamente disto: a possibilidade da marca humana em tudo que é tocado pela civilização. Ainda que o seu exemplo de civilização seja o da pequena comunidade. A cor e o desenho desta pintura estão a serviço desta verdade que o artista institui. Ele vai organizando as imagens da vida humana. E o nível de maturidade deste trabalho torna até difícil entender por que este artista ainda é tão desconhecido, já que pressupõe uma longa meditação e um profundo engajamento pessoal, uma dedicação absoluta ao ofício da linguagem e expressão” (Jacob Klintowitz, Jornal da Tarde, 1983);


- “(..) imaginação, fantasia, desabusada liberdade técnica, jogo rambranesco de luzes, tormento e sexo, angústia e revolta, tudo emerge desse mundo de traços onde se vislumbram um Modigliani, um Rouault, um Derambez, um Daumier (...) Nada de influência, de cópia, de escola: o assunto – o mundo louco de hoje – é que traz à baila a evocação desses criadores, porquanto Jesuíno Ribeiro o vê como uma soma de posições passadas” (Menotti Del Picchia, Apresentação da Exposição na Galeria Seta, 1980).


- “Jesuíno consegue uma notável vibração gráfica, deixando o lápis de cor caminhar nervosamente sobre o papel, superpondo rabiscos, traços curtos num ritmo espasmódico que impedem qualquer definição precisa de situações ou personagens” (Frederico Morais, O Globo, Rio de Janeiro –RJ, 1979);


- “O que vale, além da generosidade de sentimentos, é que ele encontrou uma linguagem para a sua arte, um traço nítido, ainda em estruturação formal, mas com prenúncios de bom entendimento entre idéia (sic) e manifestação. Tudo legível, sem esconderijos e sem partipris: uma arte da tradição de gente como Stenlein” (Pietro Maria Bardi, 1963, Apresentação da exposição do artista no Museu de Arte de São Paulo – MASP);


- “(...) enfileirando-se entre Wilfredo Lam e Maurício Lasansky. Pois não faço por menos, situo-o entre esses dois ases. Sendo um dos nossos melhores figurativos, chegou, porém, a uma deformação tal da imagem, que ora a metamorfoseia em símbolos oníricos, ora a submete a rodopios centrífugos de pesadelo surrealista. É mestre na linguagem visual”. (José Geraldo Vieira, Folha de São Paulo, São Paulo -SP, 1963);


- “Os desenhos de Jesuíno sempre se caracterizaram pela autenticidade da vivência humana subjacente, comoviam, mesmo quando apresentavam deficiências de expressão, pelo fascínio de um mundo interior, de sensibilidade dolorosamente aguçada, flutuando numa atmosfera de melancolia silenciosamente dramática. “Agora, êle já adquiriu um domínio notável dos meios de expressão do desenho, ao mesmo tempo que ampliou o seu horizonte do mundo humano circundante. (...) A arte de Jesuíno transmite uma experiência de vida atraída pela voracidade do nada. Em seus desenhos perambulava a figura da morte, quase como fosse a existência omnipresente (sic) da vida, de uma vida exangue, desprovida de sentido maior (...) parece que a arte de Jesuíno tende a um existencialismo, de tipo diferente das várias modalidades europeias. Talvez um existencialismo mineiro. Por vezes parece expressionista, sem sê-lo realmente. Há umas notas de surrealismo e de arte fantástica, que não constituem porém a sua essência, de qualquer modo, possui uma personalidade artística muito marcada e bastante enigmática, que fascina e intriga” (Mário Schemberg, apresentando exposição individual do artista na Galeria Seta, em maio de 1966);


- “(...) embora seus trabalhos revelem um homem dotado de intensa vida interior, imaginação e fábula. Tudo isso à parte da segurança com que realiza seu traço, da limpeza de sua composição, da inteligência na captação de uma atmosfera que cinge o homem num plano de solidão, exaltação e espanto” (Walmir Ayala, 1960, Jornal do Comércio, Rio de Janeiro, RJ).


"La qualité generále de cette exposition est nettement audessus de la moyenne, et nous voulons felicitér à la fois le maitre qui sait si bien guider ses disciples, et les élèves qui tirent tout le profit des leçons qui'ils reçoivent".

"A vrai dire, chácun d'eux mériterait éloges ou encouragenmets. Pour éviter, cependant, une enumération qui serait fastidieuse, nous nous bornerons à signaler la puisance du trait de Newton Cavalcanti (..) et, surtout, la ha haute technique de Jesuino Ribeiro*, qui sait mettre toutes les ressources de la gravure au service de son âme d'artiste" (Henri Kauffmann, Journal Français du Bresil, 1o de Mai de 1958. *Negrito nosso

OUTRAS EXPERIÊNCIAS:

Ex-professor do Instituto Central da Universidade de Brasília (DF), demitido com seus companheiros durante o regime militar de 1964.

CARACTERÍSTICAS DE ALGUMAS TELAS DE JESUÍNO

Praticamente toda a produção artística de Jesuíno em sua fase profissional esteve ligada a pintura à óleo e acrílica sobre tela, tendo realizado alguns deles no início de sua carreira dos quais não se tem notícia de que o autor tenha autorizado a circulação e/ou comercialização. Na década de 60, quando morou no Rio de Janeiro, algumas de suas pinturas são claramente figurativas algumas das quais em ambientes fechados. com o passar dos anos, mais claramente a partir da década de 70 quando voltou a morar em sua terra natal, Guaxupé (MG), ele passa a pintar paisagens inspiradas na cidade nas quais as figuras humanas podem ou não estar presentes, conquanto em uma presença em forma pouco experessiva

ALGUMAS TELAS DE JEUSÍNO

ANDANDO DE BICICLETA, 1984, Assinado no Canto Inferior Direito (CID), Óleo sobre Tela, 78 cm (Largura) Xr 68cm (Altura), Coleção Antonio Maluf (Ex Galeria Seta)

NATUREZA MORTA, 1974, Assinado no Canto Inferior Esquerdo (CIE), Óleo sobre Tela, 67 cm (Largura) X 48 cm (Altura), Coleção Antonio Maluf (Ex Galeria Seta)

PREÇOS DAS OBRAS DE JESUÍNO:

No ano de 2016, três (3) óleos sobre tela (OST) de Jesuíno, dois (2) dos quais pertencentes ao acervo da ex-galeria Seta, foram arrematados pelos valores de R$ 700 e R$ 750,00, com dimensões de 50 cm x 60 cm, 71 cm x 52 cm e 80 cm x 60 cm, com os títulos/descrições de Embaixo da Árvore, Paisagem, e Linha Férrea.

No decorrer de 2015, óleos sobre telas de Jesuíno que pertenciam ou pertenceram a Galeria Seta foram comercializadas em leilões por valores que oscilaram entre R$ 250,00 e R$ 500,00 com dimensões que variaram de 1300 cm2 até 4800 cm2. Não é exagero afirmar que os preços desta quase sempre excelentes obras estão muito baixos. A única explicação factível é o pouco conhecimento sobre o artista para os públicos mais jovens. Antes disso, em janeiro de 2015, quando de uma das atualizações do presente verbete, o texto do corrente item abria-se com as seguintes palavras: "Não há registro de comercialização das obras de Jesuíno em leilões ao menos desde o final dos anos 80. As transações comerciais de suas obras em São Paulo e Rio de Janeiro se deram basicamente entre as décadas de 60 e 80 circulando pelas mãos de alguns amantes de seu trabalho e mesmo colecionadores/investidores. Na publicação de Júlio Louzada, Artes Plásticas, seu mercado, seus leilões, do ano de 1985, uma tela do artista (lote 47), com técnica Óleo sobre Madeira, colocada à venda na então Luis Carlos Moreira Artes e Leilões Limitadas (Atual Tableau) realizado em 23 de janeiro de 1981, uma paisagem datada de 1968, com dimensões de 51 cm X 63 cm, estava sendo oferecida a U$ 511,39. A última década de vida do artista foi quase integralmente vivida em Guaxupé não circulando pelos dois principais centros do País e nem por Belo Horizonte ou Brasília. Ainda assim, a produção desta época é de grande valor e por base comparativa com trabalhos com temas e motivos semelhantes de colegas de sua geração poderia colocar os preços em valores oscilando de R$ 2.000,00 a R$ 10.000,00". Todavia, graças ao esforço dos responsáveis pelo acervo da Galeria Seta, bem como da casa de leilões Tableau, e de alguns antigos colecionadoares, as telas de Jesuíno voltam a estar à disposição do mercado (e para conhecimento das novas gerações), começando a reencontrar sua demanda, com preços extremamente atraentes. No leilão de fevereiro de 2015, o lote 227, óleo sobre tela identificado como Fazenda, com dimensões de 42cm x 52cm foi arrematado por R$ 250,00. Dois meses mais tarde, em abril de 2015, o lote 299, óleo sobre tela denominado como No Bar saiu pelo valor de R$ 300,00, enquanto no leilão de junho do mesmo ano, sob o lote 179, um óleo sobre tela denominado Fundo de Quintal foi comprado por R$ 500,00.

REPRODUÇÃO DE OBRAS JORNALÍSTICAS

JORNAL DE GUAXUPÉ – 06/07/12

“Morre Zino, o pintor que tornou a cena guaxupeana universal"

Aos 77 anos, logo após uma bem-sucedida mostra acontecida recentemente, Jesuíno Leite Ribeiro faleceu na noite de quinta-feira (5) e deixa uma orfandade em Guaxupé que não será jamais superada. “Por Sílvia Matos de Sá, do Guaxupé Hoje “Falar da morte de Zino é missão ingrata e dolorida, pois esta morte leva um dos mais expressivos guaxupeanos que este século teve. E Zino vai exatamente em meio às comemorações de cem anos da cidade, numa despedida que não era para ser feita tão cedo, já que o grande pintor, em seus 77 anos, havia de retratar ainda muito desta cidade que sempre amou e que esteve na ponta de seus pincéis em várias cenas e em uma única história: uma história de amor entre ela e o pintor. “A biografia de Zino fica marcada no expressionismo de sua obra que corre mundo e que ele mesmo correu também este mesmo mundo para forjá-la em uma riqueza extraordinária . Ela se inicia em 1953, na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte, passa pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, onde aprende xilogravura com Oswaldo Goeldi, num feliz encontro que vai marcar toda a obra do pintor dali em diante. “Zino foi professor no Instituto Central da Universidade de Brasília (ICA), de onde vai se demitir junto com seus companheiros na época da repressão da Ditadura Militar. “Logo segue para a Europa, radicando-se na Itália, de onde tira mais subsídios para emprestar à sua natural genialidade de artista que se emociona a cada trabalho, numa emoção que é sempre aprendizado e uma “conversa” com o aprimoramento . “Na volta ao Brasil, Zino resolve morar definitivamente em Guaxupé, onde continuou uma rica produção que só foi abalada nos últimos tempos por debilidade em sua saúde, que acabou por levá-lo definitivamente na noite passada. Zino deixa irmãos, cunhados e sobrinhos em Guaxupé. Seu sepultamento foi realizado às 17 horas desta sexta-feira (6) no Cemitério local.

Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO DE 27 DE MARÇO DE 1986

Galeria Seta – No próximo dia 7 de abril, o pintor mineiro, de Guaxupé, Jesuíno Leite Ribeiro, inaugura sua mostra na Galeria Seta (rua Antonio Carlos, 282, São Paulo. A mostra se prolongará até o dia 20 de abril, e inclui os mais recentes trabalhos do renomado pintor.

TV SUL EDUCATIVA EXIBIDA DE 6 DE JULHO DE 2012

MORRE O ARTISTA GUAXUPEANO JESUINO

A reportagem da TV Sul Educativa é de 6 de julho de 2012. http://www.tvsul.tv.br/?p=14937 .

TV SUL EDUCATIVA EXIBIDA EM 22 DE NOVEMBRO DE 2010

Reportagem televisiva de 2010 relata a exposição do artista apresentando as 23 telas expostas no teatro Elias José e fazendo uma entrevista com Jesuíno. A repórter informa que o artista produziu mais de 2000 obras de arte ao longo de sua vida até então. O endereço no Youtube é http://www.youtube.com/watch?v=mzswA5-1ndI

FONTES DE INFORMAÇÃO:

DATA DE ATUALIZAÇÃO DO PERFIL:

23 de dezembro de 2016. Penúltima em 29 de Março de 2016.

DATA DE ELABORAÇÃO DO PERFIL:

11 de Janeiro de 2013

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA:

Rui Tavares Maluf

TAGS: Perfil; Henri Kauffmann; Jesuíno; Jesuíno Leite Ribeiro; Artista; Artes Plásticas; Telas; Exposições Individuais; Exposições Coletivas; Galeria Seta.



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JOÃO CALIXTO


SUMÁRIO

DADOS PESSOAIS


NOME COMPLETO

João Batista Calixto de Jesus

LOCAL DE NASCIMENTO

São Paulo

ANO DE NASCIMENTO

1922

ANO DE FALECIMENTO

1994

FORMAÇÃO

OCUPAÇÕES PROFISSIONAIS EM GERAL

EXPOSIÇÕES DE JOÃO CALIXTO

REGISTROS SOBRE O ARTISTA

Três importantes telas do artista (duas das quais do acervo da Galeria Seta) foram cedidas em 1984 para a publicação do volume VII do livro Arte e Cultura organizado por Pietro Maria Bardi, e patrocinado pelo Banco Sudameris. As telas, cujas fotografias foram reproduzidas à página 70, são Carnaval, de 1982, e Mulheres. O mesmo ocorrendo com Futebol, uma litografia do álbum Hiperfutebol, editado por Isaac Krasilchik.

TELA DE JOÃO CALIXTO

Eis Uma aquarela do pintor João Calixto, do acervo da antiga Galeria Seta, retratando uma porta bandeira do Carnaval Paulistano

Aquarela do pintor João Calixto

FONTES DE PESQUISA

ACERVO DA GALERIA SETA

BRASIL ARTES ENCICLOPÉDIAS - http://www.brasilartesenciclopedias.com.br

COMUNICAÇÃO NOTÍCIAS DE CABRAL À INFORMAÁTICA. Vol VII. - Organizado por Pietro Maria Bardi. Banco Sudameris. São Paulo. 1984

ITAU CULTURAL - http://www.itaucultural.org.br

TABLEAU -Catálogo de Leilão de Dezembro de 2015

TRIBUNA DE SANTOS 08.11.1979João Calixto, João Augusto e Manezinho em evidência

DATA DE ATUALIZAÇÃO

23 de Dezembro de 2016. Penúltima em 14 de Dezembro de 2016.

DATA DE ELABORAÇÃO

3 de Abril de 2014

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf

TAGs: Galeria Seta, Isaac Krasilchik, João Calixto, Pietro Maria Bardi



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JOÃO PEREIRA OLIVEIRA


SUMÁRIO



DADOS PESSOAIS


NOME COMPLETO:

João Pereira Oliveira

LOCAL DE MORADIA

Rua Cinco de Setembro, bairro de São Raimundo, Manaus (AM)


LINGUAGEM PREDOMINANTE

Primitiva, focada nos temas amazônicos, particularmente da selva e de seu folclore

OBRAS DO ARTISTA

Devido as adversidades enfrentadas pelo artista em sua trajetória na periferia de Manaus (AM), suas obras tiveram dificuldade de circulação. Mesmo assim, o artista conta com algumas telas importantes retratando a exuberância da selva Amazônica, bem como sua gente, integrando o acervo da Pinacoteca do Estado, situada no centro da capital do Amazonas e regularmente estão à mostra do público visitante. A então Editora, Livraria e Galeria Seta, procurou promover os trabalhos do artista manauara no decorrer do final da década de 70 e início de 80 adquirindo vários trabalhos e o apresentando a diversos grupos artísticos da capital paulista.


DATA DA ELABORAÇÃO:

20 de Junho de 2019

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf


PALAVRAS-CHAVES(TAGs): Bairro São Raimundo, Galeria Seta, João Pereira Oliveira, Manaus, Naif, Pinacoteca do Estado do Amazonas, Primitivo



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JOÃO PILARSKI


SUMÁRIO

DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO

João Pilarski

LOCAL DE NASCIMENTO

Teixeira Soares, estado do Paraná

ANO DE NASCIMENTO

1929

LOCAL DO FALECIMENTO

Ponta Grossa, estado do Paraná

ANO DE FALECIMENTO

2004

CONDIÇÃO

Pintor inativo por falecimento

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Figurativa de paisagens paranaenses e com a presença regular de indivíduos

VIDA ARTÍSTICA

O conhecimento público da arte de João Pilarski veio tarde devido a dois fatores pelo menos: tratar-se de uma pessoa com forte deficiência física decorrente da paralisia infantil (agravada em 1952) e de se tratar de um pintor auto-didata. Sua condição física limitou sua produção artística em quantidade, mas não em qualidade. Apesar da pouca produção sua obra foi reconhecida muito além de Ponta Grossa (PR), onde passou a viver a partir da década de 50, e o município o homenageou com a abertura da Galeria João Pilarski no Centro de Cultura da Cidade de Ponta Grossa.

EXPOSIÇÕES DE PILARSKI

  1. Individuais

  2. 1979 -Ponta Grossa (PR)

  3. 1980 -Curitiba (PR)

  4. 1981 -São Paulo (SP)

  5. 1984 -Curitiba (PR)

  6. 1986 -Curitiba (PR)

  7. Coletivas

  8. 1986 -Curitiba (PR)

  9. 2002 -São Paulo (SP)

TELA DE PILARSKI

A tela abaixo é um óleo sobre tela (OST), com dimensões de 85 cm de largura por 56 cm de altura e assegura ao espectador toda a precisão que um artista como João Pilarski pode oferecer.

Tela pintada por João Pilarki, assinada no canto inferior direito (CID),
e datada de 1985

FONTES DE PESQUISA

Acervo da Galeria Seta

ARTE PONTA GROSSA - http://www.artepg.com/2013/02/acervo-de-obras-de-joao-pilarski-da.html ;

JOÃO PILARSKI - Verbete do Wikipedia em português - http:/pt.wikipedia.org/wiki/João_Pilarski ;

JOÃO PILARSKI, o Pássaro Pontagrossense, filme de Almir Correia e Luiziania Pelizzari;

Tableau, Catálogo do Leilão de Julho de 2014

DATA DE ATUALIZAÇÃO

19 de Julho de 2014

DATA DE ELABORAÇÃO

15 de Julho de 2014

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf



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LEVI CIOBATARIU


SUMÁRIO


LINGUAGEM PREDOMINANTE

Figurativa, centrada na questão ambiental e especificamente na Floresta Amazônica

DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO

Levi Ciobatariu

EXPOSIÇÕES DE CIOBATARIU

FONTES DE PESQUISA

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf

DATA DE ELABORAÇÃO

12 de Setembro de 2017



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LOURENÇO


SUMÁRIO

DADOS PESSOAIS


NOME ARTÍSTICO

José LOURENÇO, ou apenas LOURENÇO

NOME COMPLETO

José Toledo Pizza LOURENÇO Jr.

ANO DE NASCIMENTO

1945 (26/05)

LOCAL DE NASCIMENTO

São Paulo (SP)

ANO DE FALECIMENTO

1997 (03/09), aos 52 anos

LOCAL DE FALECIMENTO

São Paulo (SP)

IDADE AO MORRER

52 anos

STATUS ATUAL

Inativo por falecimento

FORMAÇÃO

Fez curso de desenho com Nelson Nóbrega na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo (SP), de 1962 a 1965. Em 1987, Lourenço foi escolhido o melhor pintor do ano pelos alunos da Chapel Scholl em São Paulo (SP).

LINGUAGEM PREDOMINANTE:

Desenhista, Designer Gráfico e Pintor, com linguagem figurativa, centrada em pessoas, especialmente o gênero feminino (nus, mas também mulheres no circo). Em geral, seus trabalhos tem forte brilho de forma a destacar que a vida pode ser uma festa.

OUTRAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS

Entre os anos de 1965 e 1967, Lourenço trabalhou como diagramador das publicações Realidade e Conhecer da Editora Abril.

OBRA DE LOURENÇO

A seguir uma obra de José Lourenço, Nu Feminino de costas, com dimensões de 30 cm x 60 cm, datada de 1985.

Obra de José Lourenço, arrematada em leilão da Tableau, de março de 2015

MERCADO DE LOURENÇO

É comum encontrar obras de José Lourenço em circulação nos leilões, ainda que em quantidade modesta, embora seus preços estejam muito baixos para a qualidade do artista e o reconhecimento que tinha à época de sua morte. No ano de 2015, a obra do artista de melhor desempenho dentre as que foram monitoradas por este site foi um Nu que foi arrematado por R$ 600,00

O QUE SE FALOU DE LOURENÇO:

"com sua riqueza de recursos, demonstra a transcendência das coisas aparentemente ilimitadas" (Renato Magalhães Gouvea), in Revista Vida e Arte, Dezembro de 1975

"Há cinco anos que a obra do pintor paulista Lourenço vem despertando o interesse do público e da crítica mais qualificados. As figuras de Lourenço enfrentam desassobradamente o desafio do realismo em pintura para ultrapassá-lo. Traço, cor, textura, delineiam a peculiar morfologia de um Brasíl lúdico, nostálgico, de acentos circenses onde o ângulo de visão da infância negra centraliza - na condição de matriz temática - todo o complexo figurativo desse amplo imaginário".(Antonio Maluf, Galeria Seta), in Catálogo da Exposição na Galeria Seta de maio de 1973


EXPOSIÇÕES DE LOURENÇO:

Coletivas e Individuais

FONTES DE PESQUISA


RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf

DATA DE ATUALIZAÇÃO

29 de Novembro de 2019. Penúltima em 19 de Dezembro de 2017.

DATA DE ELABORAÇÃO

19 de Maio de 2015

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf

TAGs: Chapel School; FAAP; Fundação Armando Álvares Penteado; Galeria Seta; José Lourenço; Lourenço; Nelson Nóbrega; Renato Magalhães Gouvea; São Paulo; SP




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LUCIANO LO RÉ


SUMÁRIO


DADOS PESSOAIS


NOME COMPLETO

Luciano LO RÉ

DATA DE NASCIMENTO

17 de Maio de 1945

LOCAL DE NASCIMENTO

São Paulo (SP)

STATUS DO ARTISTA

Ativo


O QUE SE ESCREVEU SOBRE LO RÉ

Luciano Lo Re cria suas metáforas plásticas numa linha de questionamento, diria eu, sadio, portanto, penso, construtivo, sem ser piegas, e sem fazer reprise cansativa da história da pintura. O artista trabalha ao nível da ambiguidade, podendo ela ser considerada, no caso, como suporte para a empatia, suporte sem o QUAL não se estabeleceria a fruição artística. (...)" Rahda Abramo In. Luciano Lo Ré. Apresentação da crítica na Galeria Paulo Prado, 1982. Informação reproduzida no catálogo de leilões da Tableau de outubro de 2017.


DATA DE ELABORAÇÃO

17 de Outubro de 2017


FONTES DE PESQUISA


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Galeria Paulo Prado, Luciano Lo Ré, Rahda Abramo




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LUIS FERNANDO PENTEADO


SUMÁRIO



DADOS PESSOAIS


NOME COMPLETO

Luis Fernando Penteado Guimarães

NOME PELO QUAL SE FEZ CONHECER NA ARTE

Luis Fernando Penteado

ANO DE NASCIMENTO

1942

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Pintura e desenhos figurativos centrado em pessoas com tendência surrealista

LOCALIZAÇÃO DE SUA OBRA

O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) possui duas obras do artista do início dos anos 70

EXPOSIÇÕES DE PENTEADO

FONTES DE PESQUISA

DATA DE ELABORAÇÃO

16 de Janeiro de 2018

PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Luis Fernando Penteado Guimarães, Edifício Itália, MAM-SP, Pintor

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LUIZ VENTURA


Foto do artista Luiz Ventura

SUMÁRIO


DADOS PESSOAIS


NOME COMPLETO

Luiz Enjolras Ventura

NOME ARTÍSTICO

Luiz Ventura, Luis Ventura, ou somente Ventura

LOCAL DE NASCIMENTO

São Paulo (SP)

ANO DE NASCIMENTO

1930

STATUS DO ARTISTA

Artista ativo

PALAVRAS DO PRÓPRIO VENTURA

"Sou ficcionista, pintor, desenhista, gravador e mosaicista. Nasci em São Paulo, onde me iniciei na profissão de artista plástico aos 17 anos como auxiliar de cenografia no Teatro Brasileiro de Comédia. Venho defendendo postura independente em relação a tendências importadas dos convencionais centros internacionais de arte, centros difusores do colonialismo cultural, por considerá-los um obstáculo aos movimentos autônomos e realmente criadores. Resido no Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Acredito na força autônoma e na excelência da arte brasileira" (Fonte de informação: Blog do Artista).

LOCAIS DE RESIDÊNCIA

EXPOSIÇÕES DE VENTURA

Luiz Ventura realizou algumas exposições individuais ao longo de sua vida e a Galeria Seta sentiu-se honrada em poder realizar uma destas em novembro e dezembro de 1985 chamada "Ventura: temas bíblicos", pois na oportunidade ele dispunha de rica produção com o referido tema. Ainda na década de 80, Ventura realizou individuais nas Marques Galeria e no Gabinete das Artes (1982), ambas em São Paulo (SP); Já na década de 90 fez exposição no Paço das Artes (1991), em São Paulo

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

  • 1952 - na Associação Brasileira dos Escritores (ABDE), São Paulo (SP);

  • 1953 - Exposição na sede da revista Fundamentos, em São Paulo (SP);

  • 1964 - Exposição no Hotel da Amizade, em Pequim (República Popular da China);

  • 1975 - Ventura 20 Anos Depois, Gabinete de Arte Gráfica, São Paulo (SP);

  • 1982 - Exposição na Marques Galeria, São Paulo (SP);

  • 1985 - Exposição na Galeria Seta, São Paulo (SP);

  • 1991 - As duas faces da mesma Moeda, no Sindicato dos Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (RJ);

  • 1993 - A Ventura de Ser Brasil, Paço das Artes, São Paulo (SP);

  • 1998 - 500 Anos do Brasil 2000, Unesco, Salle Miró, Paris (França);

  • 2000 - A Carta no Centro de Convivência Cultural, Campinas (SP);

  • 2001 - Viva o Povo Brasileiro, no Complexo Cultural e Educacional Argos em Jundiaí (SP);

  • 2001 - O Recado, no Museu de Arte de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto (SP);

  • 2002 - O realismo caboclo de Luiz Ventura, no Centro Cultural Brasital, São Roque (SP)

TELA DE LUIZ VENTURA

Esta é uma das muitas telas de Luiz Ventura pertencentes ao acervo da antiga Galeria Seta. Há um número bem grande de retratos por ele pintados de pessoas de seu núcleo afetivo.

Capitão

PREÇO DAS OBRAS DE VENTURA

Apesar das telas de Luiz Ventura serem muito apreciadas por um grupo de amantes da arte, ainda é pouco comum encontrá-las em leilões, os quais se constituem por excelência no lado mais visível do mercado de arte. Seus trabalhos dispõem de preços variados como é comum para os demais artistas, porém tais variações devem ser entendidas como modestas e em patamares convidativos. É raro encontrar informações de trabalhos (excelentes) que tenham sido vendidos por mais de R$ 5.000,00.

FONTES DE PESQUISA

DATA DE ATUALIZAÇÃO

16 de Janeiro de 2017. Penúltima em 3 de Junho de 2016

DATA DA ELABORAÇÃO

10 de Julho de 2013

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf



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MACAPARANA

Foto de Macaparana, 2016, do repórter fotográfico Duda Teixeira, Estadao


SUMÁRIO


DADOS PESSOAIS


NOME COMPLETO

José de Souza Oliveira Filho

NOME ARTÍSTICO

Macaparana, ou José Macaparana

LOCAL DE NASCIMENTO

Macaparana, estado de Pernambuco

DATA DE NASCIMENTO

1 de Dezembro de 1952

CONDIÇÃO ATUAL

Artista ativo

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Em meados da década de 80 a linguagem predominante de Macaparana passou a ser o abstrato geométrico, com vários trabalhos tendo o cartão e papel como suporte. Até então, grande parte de sua obra tinha como linguagem uma espécie de figurativo de paisagem agreste nordestina.

CARREIRA ARTÍSTICA

A carreira artística de Macaparana é de grande solidez devido a sua dedicação e indiscutível talento, com forte visibilidade tanto no Brasil quanto internacionalmente. Nos EUA seus trabalhos tem estado sob os cuidados do marchand Francisco Arévalo. O artista também tem realizado exposições na França. A fase anterior do artista é de grande valor e tem o agreste nordestino como tema de inspiração.

EXPOSIÇÕES DE MACAPARANA

MACAPARANA EXPLICA SUA OBRA

Segundo Macaparana, o artista uruguaio "Torres-Garcia foi o artista que adotei como referência na passagem da figuração para a geometria" Em relação a sua independência do movimento neoconcreto ao qual muitos o inseriram, ele afirma: [Hans] Arp também era artista da galeria de Denise René e, ao visitar sua fundação, fiquei fascinado pela poética libertária do dadaísmo em contraponto à rigidez que vivemos hoje" E sobre sua relação com a música, observada na exposição atual na Dan Galeria, ele afirma: "Minha relação com a música é intensa, vital".(In, OESP , página C-4, 12.06.16, matéria de Antonio Gonçalves Filho,

MACAPARANA CONTA SOBRE SUAS REFERÊNCIAS

Matéria escrita pelo jornalista e crítico de arte Antonio Gonçalves Filho para o jornal O Estado de São Paulo (19 de junho de 2018) sobre a exposição do artista no Museu Lasar Segall, explica que o evento reúne obras de "mestres que o marcaram", tais como Alfredo Volpi, Hércules Barsotti, Jean Arp, Joseph Albers, Max Bill, Torres Garcia, e Willis de Castro, todos representados por obras expostas na sala anexa à mostra de seus trabalhos inéditos. Não poderia, portanto, ser outro o nome da exposição: . Nas palavras de Macaparana: "Como convivo com essas obras diariamente, cada vez que olho um trabalho é como se o visse pela primeira vez", embora advirta que não tinha a intenção de prestar tributo aos mestres, porém salientar como as afinidades "sempre foram naturais". Ele diz ainda sobre o movimento concreto: "Naturalmente, o movimento concreto marcou minha trajetória, mas não me vejo como herdeiro dele"

GALERIA QUE REPRESENTA O ARTISTA

Galeria Denise René, Paris, França

MERCADO DO ARTISTA:

É apropriado dizer que o mercado atual de Macaparana encontra-se proporcional a sua solidez artística, dispondo de um bom nível de maturação. Suas obras das duas fases circulam bem pelas mãos de compradores e estão regularmente presentes nas principais casas de leilão de São Paulo e Rio de Janeiro, entre outras praças. Tendo como exemplo os meses que vão de setembro de 2012 a maio de 2013, ao menos oito obras suas de pequenas e médias dimensões (fase das décadas 70-80)foram arrematadas em leilões por valores não inferiores a R$ 1.400,00, alcançando R$ 5.000,00. Fora dos leilões, e especialmente fora do Brasil, algumas telas estão sendo comercializadas a preços de R$ 15.000,00

FOTO DE TELA ANTIGA

Se a linguagem do passado de Macaparana é realmente passado, há que se reconhecer que seu tema continua sendo atual, contemporâneo, de altíssima qualidade. A foto abaixo é um atestado que fala por si só.

Tela de Macaparana do ano de 1976, de sua fase figurativista

FONTES DE INFORMAÇÃO

A página de Macaparana na Web é de alta qualidade e se trata de uma fonte de dados relevante de seu trabalho atual.

RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO

Rui Tavares Maluf

DATA DE ATUALIZAÇÃO

27 de Junho de 2018. Penúltima em 15 de Junho de 2016.

DATA DE ELABORAÇÃO

30 de Julho de 2013

TAGs: Curador francês Franck-James Marlot, Dan Galeria, Galeria Seta, Galerie Denise René, Macaparana, José de Oliveira Macaparana; Museu Lasar Segall, Nordeste; Pernambuco; Abstrato; Geométrico; Agreste;



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MAGDALENA ZAWADZKA


SUMÁRIO



DADOS PESSOAIS


NOME COMPLETO

MAGDALENA ROZANSKA ZAWADKSA

NOME PELO QUAL É CONHECIDA

MAGDALENA ZAWADSKA

ANO DE NASCIMENTO:

1937

LOCAL DE NASCIMENTO:

Gdansk, Polônia

LOCAL DE MORADIA:

Vive em Nova York (EUA) desde 1977, tendo vivido em São Paulo de 1975 a 1977

FORMAÇÃO DE MAGDALENA:

Academia de Belas Artes de Gdansk (Polônia)

STATUS DA ARTISTA

Pintora ativa

RESUMO DA VIDA ARTÍSTICA

Depois de formada na Academia de Belas Artes de Gdansk (Polônia), mudou-se para a capital, Varsóvia onde se concentrou na pintura e temas decorativos. Em seguida mudou-se para Roma (Itália) onde se juntou ao grupo de artistas da Cento Pittori. Vivendo na capital italiana, Magdalena desenvolveu seu estilo de pintura considerado "Naif". Ainda na Itália, ela deixou Roma para viver algum tempo em Gênova e em 1975 mudou-se para São Paulo, Brasil, dedicando-se à pintura da natureza brasileira. Em 1977, ela mudou-se para Nova York (EUA) onde fixou residência.

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Figurativa para temas considerados da linguagem primitiva com grande foco na natureza e posteriormente também dividindo com o espaço urbano. Em uns e outros pode ou não haver a presença de pessoas e animais. Mesmo vivendo dem Nova York desde o final dos anos 70, Zawadzka mantém viva em sua obra a natureza brasileira. Em algumas de suas obras mais recentes, ela mistura a natureza brasileira com temas nova yorkinos.

EXPOSIÇÕES

OBSERVAÇÕES DA EX-GALERIA SETA:

Apesar de Magdalena ter se mudado para Nova York (EUA) ainda na década de 1970, e ter mantido contato mais rarefeito com o Brasil depois de sua partida, sua obra continua contando com boa aceitação entre colecionadores das obras tidas como Naif, ingênua, seja a classificação que se empregar para este tipo de trabalho e técnica.

FONTES DE INFORMAÇÃO:

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA:

Rui Tavares Maluf

DATA DE ATUALIZAÇÃO:

22 de maio de 2021

DATA DE ELABORAÇÃO

1 de Junho de 2018


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Artista primitiva, Artista Naif, Brasil, Embu das Artes, Estados Unidos, EUA, Galeria Seta, Gdansk, Janus Skowron, Nova York, Polônia, São Paulo, Varsóvia



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MANINHA


SUMÁRIO


DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO

Maninha Cavalcante

LOCAL DE NASCIMENTO

Estado do Amazonas

LOCAL DE MORADIA

São Paulo (SP)

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Figurativa com ênfase no surrealismo, valendo-se muito de técnica mista

TRABALHO ARTÍSTICO

O QUE SE FALOU DE SEU TRABALHO

- "Há uma constante nos quadros de Maninha: quer representem eles rostos humanos, cenas ou colagens, se faz presente a tematização da transgressão, seja a transgressão da forma pela recusa do acabamento, ou a transgressão do comportamento, dos valores e ideologias pela sugestão da arte como prática perversa", CLAUDIO WILLER, crítico de arte

- "O desenho de Maninha é mais vigoroso do que propriamente sensível. (...) Podemos ver a marca de uma artista que sabe compor seus quadros, imprimindo-lhes uma tectônica, aprofundando planos, situando seus personagens em meio a uma atmosfera, envelopando-os em um estranho clima a meio caminho entre o primevo e a science-fiction.", JOSÉ ROBERTO TEIXEIRA LEITE, crítico de arte

- "Maninha é indiscutivelmente uma das grandes figuras artísticas brasileiras de sua geração, podendo ainda atingir pontos mais elevados e inesperados em sua obra, pela contínua transformação criativa de sua arte, que atualmente tende para um tipo notável de realismo mágico." MARIO SCHEMBERG, crítico de arte


FONTES DE INFORMAÇÃO

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf

DATA DE ELABORAÇÃO

11 de Maio de 2018


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Artista Plástica, Maninha, Maninha Cavalcante, Mario Schemberg, Revista Zunai



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MARCELO GRASSMANN


SUMÁRIO


DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO

Marcelo Grassmann

DATA DE NASCIMENTO

23 de setembro de 1925

LOCAL DE NASCIMENTO

São Simão (SP)

DATA DE FALECIMENTO

21 de junho de 2013, aos 87 anos

LOCAL DE FALECIMENTO

São Paulo (SP)

FORMAÇÃO

Estudou mecânica, entalhe e fundição na Escola Profissional Masculina, no bairro do Brás, em São Paulo (SP).

ATIVIDADE PROFISSIONAL

1947-1948 - Ilustrador do Suplemento Literário do jornal Diário de São Paulo. Também trabalhou como ilustrador do jornal O Estado de São Paulo em 1948. Em 1949 trabalha na mesma atividade para o jornal do Estado da Guanabara, residindo no Rio de Janeiro (DF) até 1952 quando se muda para Salvador (BA). Em 1953, Grassmann viveu em Viena (Áustria) com o prêmio obtido neste ano do Salão Nacional de Arte Moderna - (SNBA), estudando na Academia de Artes Aplicadas

EXPOSIÇÕES DE GRASSMANN

Marcelo Grassmann tem um rol muito vasto de exposições ao longo de sua trajetória artística. A seguir, acompanhe as que pudram ser registradas por este sítio.

FONTES DE INFORMAÇÃO

RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO

Rui Tavares Maluf

DATA DE ATUALIZAÇÃO:

22 de Novembro de 2016

DATA DE ELABORAÇÃO:

28 de Outubro de 2016

TAGs: Áustria, Bahia, BA, Galeria Grifo, Gravuras, Marcelo Grassmann, RJ, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, SNBA, SP, Viena



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MARGOT DELGADO

SUMÁRIO

DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO

Margot de Mattos Delgado

NOME PELO QUAL É CONHECIDA:

Margot Delgado

ANO DE NASCIMENTO

1945

ESTADO CIVIL

Casada em segundas núpcias, tem quatro filhos e duas netas

ATUAÇÃO PROFISSIONAL

Artes plásticas e psicoterapia

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Margot Delgado é gravurista e mobiliza fortemente a linguagem figurativa

TRAJETÓRIA DE MARGOT:

Margot Delgado fez o curso de Licenciatura em Desenho e Plástica na Faculdade de Belas Artes, em São Paulo (SP) de forma inconclusiva em 1970 e no ano de 1976 participou do ateliê do artista plástico e gravurista Evandro Carlos Jardim com quem dividiu participação no atelie de gravura de Francesc Domingues no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) no biênio 1993-1994. Ainda na década de 1990, mais precisamente 1998, Delgado cursou história da arte com o crítico Rodrigo Naves e sobre Giotto com Luis Martins no Museu de Arte de São Paulo (MASP). No ano de 2001, ela cursou photo-etching com Ernesto Bonato no Atelier Piratininga e realizou diversas mostras individuais (vide abaixo).

EXPOSIÇÕES

Eis, a seguir, algumas das exposições de Margot Delgado no decorrer de sua sólida trajetória de artista plástica, gravurista, a qual conta também com diversas exposições internacionais.

FONTES DE INFORMAÇÃO:

DATA DE ELABORAÇÃO

22 de agosto de 2020

TAGs: - Exposição de Margot Delgado na Galeria Seta, Galeria Seta, Maria Villares



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MIGUEL DOS SANTOS


SUMÁRIO


DADOS PESSOAIS

Miguel dos Santos é natural de Caruaru, município do Estado de Pernambuco, onde nasceu em 1944. Em 1960 transferiu-se para João Pessoa, capital da Paraíba, município no qual vive até hoje

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Os trabalhos de Miguel do Santos se manifestam por intermédio de pinturas em cerâmicas e mármore em diferentes tipos de objetos, como esculturas e até cinzeiros, e, também em óleos e acrícilicas sobre tela e madeira. Na cerâmica observa-se mais nitidamente a presença do figurativo, enquanto seus óleos parecem estar situados em uma fase intermediário do figurativo e do abstrato. Seus quadros apresentam cores fortes.

QUEM SE MANIFESTOU SOBRE A OBRA DO AUTOR

ARIANO SUASSUNA, escritor:

"Os nordestinos vão levando adiante o seu trabalho criador de modo cada vez mais atuante, mais profundo, mais ligado às raízes da Cultura Brasileira. O melhor, porém, é que escritores ou artistas como Miguel dos Santos, para ficar só no seu caso, não se contentam em repetir o que os Regionalistas e Modernistas fizeram: vão adiante, abrindo novos caminhos ou levando outros num sentido diferente. Como se pode ver pelo trabalho de Miguel dos Santos, a diferença principal entre nós escritores e artistas atuais do Nordeste - e os anteriores - o que nos caracteriza e distingue mais, é a ligação com o Realismo mágico, brasileiro, nordestino e de raiz popular - e não surrealismo. Veja-se bem que existe uma diferença bastante acentuada entre os pintores surrealistas ou ligados aos precurssores do surrealismo e um pintor como Miguel dos Santos, cuja garra popular e cuja força brasileira são as mesmas dos folhetos e xilogravuras do Romanceiro popular nordestino (...) só sei falar com entusiasmo daquilo que realmente me toca - e a pintura de Miguels dos Santos é algo que me entusiasma, povoando seus quadros a óleo, ou cerâmicas, de bichos estranhos: dragões, metamorfoses, cachorros endemoninhados, santos, mitos e demônios - uma obra tão ligada ao Romanceiro e por isso mesmo tão expressiva da visão tragicamente fatalista, cruelmente alegre e miticamente verdadeira que o povo tem do real".(Trecho extraído do verbete SANTOS, Miguel dos do Dicionário de Pintores Brasileiros, Volume II, de Walmir Ayala).


JACOB KLINTOWITZ, crítico de arte, jornalista, professor:

"Em João Pessoa, Paraíba, existe um artista de nome Miguel dos Santos. Pintor e ceramista, o seu universo é miticamente terrível. Animais e seres fantásticos, numa linha que se aproxima da arte primitiva africana. Na verdade, Miguel dos Santos, é um dos mais contemporâneos dos artistas nacionais. As implicações entre arte primitiva e a moderna são de tal ordem que, como neste caso, restam sempre dúvidas sobre as proximidades. Africano ou cubismo. O que é importante destacar, contudo, é a originalidade do imaginário, a serveridade do tratamento e a sólida construção. Certamente Miguel dos Santos é um dos mais importantes ceramistas surgidos no Brasil nos últimos anos" (trecho do livro Artistas da Cerâmica Brasileira)


WALMIR AYALA, crítico de arte, jornalista:

"(...) Miguel dos Santos, da Paraíba, hoje ocupando galhardamente a sala de exposições mais importante do Rio de Janeiro, a Galeria Bonino (Barata Ribeiro, 578), onde deve ser visto por todos. Miguel dos Santos da cerâmica e da pintura, há alguns anos atrás registrava seus seres toscamente - com o tempo, sensível ao exercício e a elaboração, nos traz um formulário mágico, onde a expressão está intacta, mas o tratamento se cultivou. As mãos que hoje amoldam o barro ou pintam a convulsão sensual de um animal impossível, transmitem o prazer e o domínio de uma vocação consciente e auto-dirigida. Com ele (...) com alguns outros jovens mestres da pintura enraizada no sonho (ou no pesadelo) do povo, se faz a grande pintura brasileira de hoje em seu momento de mais inquietante resistência (...) Mais importante do que tudo é ver o surgimento de um Miguel dos Santos, paraibano puro e sorridente, cheio de malícia e resistência, fazendo uma pintura que é uma mistura sábia de tudo, de malefício e benção, de erotismo e unção, de coisa inventada e realidade, tudo dentro da mais estrita tradição, com a luz da mais intata poesia". (trecho extraído da crítica de Walmir Ayala, Fabulário Mágico, publicada no Jornal do Brasil em 14 de dezembro de 1972)

MERCADO DO ARTISTA

A alta qualidade do trabalho artistico de Miguel dos Santos se reflete em bons preços obtidos por suas obras no mercado ao longo do tempo. De maneira geral, seus trabalhos encontram alta receptividade no mercado, especialmente as cerâmicas e as pinturas. Acompanhe a seguir o comportamento dos compradores nas casas de leilões:

1-Placa de cerâmica retratando um Bicho, com dimensões de 27 cm por 35 cm, assinado no centro inferior e no dorso, foi arrematada por R$ 750,00, em leilão da Tableau de 8 de março de 2016

2-Prato em cerâmica com dimensão de 33 cm de diâmetro, datado de 1974 e assinado, foi vendido por R$ 500,00 em leilão da Tableau realizado em agosto de 2016;

3-Escultura em cerâmica de 55cm da base, intitulada Carcará Azul, datada de 2007, foi arrematada por R$ 4.800,00 no leilão de 11 de dezembro de 2012 na casa Lordello & Gobbi, em São Paulo (SP)

4-Escultura em cerâmica de 45cm da base, intitulada Águia, foi arrematada por R$ 5.000,00 no leilão de 27 de fevereiro de 2013 na Tableau, em São Paulo (SP).

5-Desenho a Nanquin e Aquarela, descrito como Totem, e datado de 1973, assinado no canto inferior, foi arrematado por R$ 200,00 no leilão de 27 de fevereiro de 2013 na Tableau, em São Paulo (SP). Pela a qualidade do desenho, é correto afirmar que a obra foi dada de presente para o comprador e ainda sugere desconhecimento do proprietário sobre o trabalho do artista.

FONTES DE PESQUISA

RESPONSÁVEL PELO PERFIL:

Rui Tavares Maluf

DATA DE ATUALIZAÇÃO

14 de Dezembro de 2016. Penúltima em 3 de Novembro de 2016

DATA DE ELABORAÇÃO:

14 de Março de 2013

TAGS: Ariano Suassuna, Jacob Klintowitz, Miguel dos Santos, Artista, Ceramista, Lordello & Gobbi, Nordestino, Escultor, Pintor, Tela, Leilão, Tableau, Acervo, Galeria Seta




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NEWTON MESQUITA


SUMÁRIO

DADOS PESSOAIS

LOCAL DE NASCIMENTO

São Paulo (SP)

ANO DE NASCIMENTO

1949

FORMAÇÃO

Arquitetura, formado em 1977 pela FAUBC/Mogi das Cruzes (SP), tendo trabalhado na área. Estudou piano clássico até o sétimo ano.

STATUS DO ARTISTA

Pintor e Escultor Ativo

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Figurativo, com temas predominantemente urbanos, e com grande foco em São Paulo (SP). Usa muito tinta acrílica e suas telas são quase invariavelmente grandes.

VIDA ARTÍSTICA

INÍCIO - Newton Mesquita afirma que sempre pintou e desenhou, mas foi a partir de uma exposição conjunta em Guarulhos (SP), em 1974, que resolveu "entrar de sola no negócio da arte. Antigamente eu pintava, sempre pintei, mas não tinha uma continuidade, não tinha nenhuma intenção, o que acho importante". De acordo com que afirmou em entrevista para Carlos Von Schimidt, ele ganhou um jogo de tinta a óleo do tio.

MERCADO DE ARTE BRASILEIRO - Na década de 70, ao conceder entrevista para Artes Visuais, declarou que acredita muito em si próprio e que cabe ao "próprio artista trabalhar as Galerias". Disse ainda que o artista tem de saber "girar os quadros que estão em acervos".

SUA OBRA E SÃO PAULO - Disse que tem preocupação de pintar São Paulo é "um jeito de mostrar São Paulo para as pessoas, para verem umas coisas que elas vêm todos os dias". Disse mais: que está vendo São Paulo e quer que todo mundo veja. Que "as pessoas sempre repudiaram São Paulo plasticamente, nunca curtiram São Paulo como deveria ser curtido. Agora é que ficou 'bem' você ir almoçar no Bexiga, passear aos domingos por lá; isto porque os intelectuais forçaram a barra, porque os teatros se mudaram para o Bexiga.

UMA ARTE URBANA - Afirma que o foco de sua arte é de caráter "Urbano e Suburbano", embora goste também de paisagem.

ALGUMAS EXPOSIÇÕES DE NEWTON

1974 - Em dupla com Marcos Concilio, Experiência em Conjunto, em Guarulhos (SP)

1975 - Individual na Galeria Paulo Prado, em São Paulo (SP)

1977 - Individual na Projecta Galeria de Arte, Pintura e Objeto, em São Paulo (SP)

1979 - Galeria Sergio Milliet, Funarte, Rio de Janeiro (RJ)

1979 - Paulo Figueiredo Galeria de Arte, São Paulo (SP)

1981 - Individual na Oscar Seraphico Galeria de Arte, em Brasília (DF)

1981 - Individual na Galeria Bonfiglioli, São Paulo (SP)

1983 - Individual na Masson Galeria de Arte, Porto Alegre (RS)

1996 - Individual na Prova do Artista, Salvador (BA)

2002 - Individual na Euroart Casteli, São Paulo (SP)

2008 - Museu Brasileiro da Escultura (MUBE), São Paulo (SP)

INFLUÊNCIA ARTÍSTICA

Perguntado pelo jornalista e entrevistador Daniel Más sobre o que e quem poderia influenciar sua arte, Newton Mesquita afirmou: "Tudo influencia, por que não? Uma vitrina, um livro, um filme (...) Nas minhas idas à cidade ia guardando imagens, passava pela 7 de Abril onde era o MASP. Depois na Faculdade, é que foi importante: o contato com todo tipo de gente, artistas. Tive contato com Vera Hilce, Maurício Nogueira Lima, Ubirajara Ribeiro, o próprio Cláudio Tozzi, nunca tive aula com ele, mas me influenciou, até hoje me influencia, e vice-versa.." (entrevista concedida a Daniel Más, Revista Casa, 1981).

PREÇOS DE NEWTON

As obras de Newton Mesquita são muito procuradas e valorizadas. Nos leilões, eventualmente, se conseguem preços atraentes.

Em fevereiro de 2016, na casa de leilões de arte Tableau, em São Paulo (SP), três telas foram oferecidas e arrematadas em duas noites. Uma dessas, denominada Operário, ano 1981, medindo 50cm x 70cm, foi arrematada por R$ 1.100,00 (com preço base de R$ 300,00). Com o mesmo valor de R$ 1.100,00 (preço base de R$ 600,00), a tela denominada Transparente, ano 1982, medindo 70cm x 70cm. Já a tela intitulada Reflexo na Tarde, ano 1985, medindo 90cm x 120cm, saiu por R$ 2.600,00 (tendo preço base de R$ 950,00). As três foram disputadas no pregão com número de lances variando de nove (9) a 15.

FONTES DE INFORMAÇÃO

- Acervo da Galeria Seta

- Artes Visuais - De sola nesse negócio, depoimento a Carlos Von Schmidt, 1977

- Newton Mesquita - www.newtonmesquita.com.br

- O Cruzeiro, edição de 30 de junho de 1981, página 18

Revista Casa - Newton Mesquisa, o eficiente, reportagem de Daniel Más, páginas 85 a 89, 1981

DATA DE ATUALIZAÇÃO

6 de Maio de 2016

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf

DATA DE ELABORAÇÃO

3 de Maio de 2016


TAGS: Brasília, Carlos Von Schimidt, Daniel Más, DF, Galeria Paulo Prado, Galeria Oscar Seraphico, Galeria Seta, Newton Mesquita, Revista Casa, Revista O Cruzeiro, São Paulo, SP




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NEWTON REZENDE

SUMÁRIO

DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO

Newton de Rezende Silva

ANO DE NASCIMENTO

1912

LOCAL DE NASCIMENTO

São Paulo (SP)

ANO DE FALECIMENTO

1994

LOCAL DE FALECIMENTO

Rio de Janeiro (RJ)

STATUS DO ARTISTA

Inativo

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Figurativa relacionada a temas do cotidiano, mas variada nas técnicas e suportes (desenhista, escultor, gravador e pintor)

RESUMO DA VIDA ARTÍSTICA

Foi autodidata em pintura. No ano de 1946 viajou a Buenos Aires (Argentin), onde trabalhou como artista publicitário. Ao regressar ao Brasil, fixou residência no Rio de Janeiro (RJ) e realizou sua primeira exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). Em 1962, aos 50 anos, participou do Concurso Internacional de Publicidade, em Miami (EUA), obtendo menção honrosa. Em 1968, aos 56 anos, recebeu o título de Diretor do Ano, outorgado pelo Clube dos Diretores de Arte do Brasil. O poeta Ferreira Gullar (1930) escreveu livro sobre sua obra, o qual foi editado pela Galeria Bonino, em 1980. A Rede Globo e a Riotur prestaram homenagem: a primeira, em Noite Única em 1983, e a segunda, em 1986.

EXPOSIÇÕES DO ARTISTA

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

QUEM ESCREVEU SOBRE O ARTISTA

"(...) Mas o experimentador que havia aprisionado em Newton Resende, solto para a sua vida, não iria parar. Já agora, liberto dos primeiros recursos instrumentais, outros começaram a repontar, ensaisticamente, na sua pintura: primeiro, certas colagens de fotos antigas, recortadas numa fiel condizência com o tempo da memória, a sugerir uma datação para a matéria desta; logo em seguida, sem o abandono daquelas, colagens de tipos gráficos, cortados a livros e revistas, já agora antigos ou modernos, em pormenores alusivos, por palavras completas, por palavras pulverizadas ou por quase palavras, a obsessões temáticas ideológicas, afetivas e até políticas; enfim, incrustações, de moedas ou medalhas ou pequenos objetos outros - tudo para construir uma permanente presença do passado no homem histórico que cada um de nós é, mesmo quando busca ser totalmente desvinculado do seu antes e mera proposição de um projeto depois ou agora". Antônio HouaissIn PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.

"Pintor figurativo que não pode a rigor ser reclamado por nenhum movimento ou tendência, Newton Rezende combina em sua obra acentuados dotes de lirismo a uma bem-humorada concepção dos seres e das coisas, inculcando-lhes ligeira nota surrealista. A sua é uma pintura livre, artesanalmente bem articulada, e que brinca, ao mesmo tempo em que mal dissimula a emoção com que enfrenta certos temas: arte verdadeira, descompromissada de teorias e de preconceitos de qualquer espécie, (...)". José Roberto Teixeira Leite In LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.

FONTES DE INFORMAÇÃO

- Acervo da Editora, Livraria e Galeria Seta


- Enciclopédia Itaú Cultural


- Escritório de Arte - www.escritoriodearte.com/artista/newton-rezende

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf

DATA DE ELABORAÇÃO

13 de Maio de 2016


TAGS:Buenos Aires; Clube dos Diretores de Arte; Ferreira Gullar; Galeria Bonino; IAB; Instituto dos Arquitetos do Brasil; Newton de Rezende Silva; Newton Rezende; Rede Globo; Rio de Janeiro; RJ São Paulo; SP




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OCTÁVIO ARAÚJO


SUMÁRIO

DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO

Octávio Ferreira de Araújo

NOME PELO QUAL É CONHECIDO

Octávio Araújo

NASCIMENTO

22 de março de 1926

LOCAL DE NASCIMENTO

Terra Roxa (SP)

FALECIMENTO

26 de junho de 2015

LOCAL DE FALECIMENTO

São Paulo (SP)

CONDIÇÃO ATUAL

Pintor inativo

LINGUAGEM ARTÍSTICA PREDOMINANTE

Surrealismo e/ou realismo fantástico, embora o próprio Octávio tenha em um depoimento (vide a seguir) colocando em questão tais enquadramentos.

AUTO-BIOGRAFIA

O depoimento de Octávio Araújo, a seguir (prestado ao poeta Eduardo Alves Costa), é reproduzido parcialmente a partir do texto publicado no Catálogo para a exposição do autor realizada no MASP, em 1972, e patrocinada pelo marchand Antonio Maluf, proprietário e diretor da Editora, Livraria e Galeria Seta. Não deixe de ler, pois sua fala e sua história é tão rica quanto sua obra.

"Não sei porque deram o nome a essas coisas: surrealismo, realismo fantástico. Quando você faz a coisa, você se coloca inteiro nela. Mas na hora de teorizar...Eu vejo o mundo assim porque êle (sic) está desagregado. Eu acho que se você pegar os grandes períodos da História, vai encontrar uma unidade de pensamento, social ou moral. Dighamos, a Grécia. Você podia apresentar aquilo como um todo harmônico. Hoje isso já não é possível. A ciência descobre a cada dia um novo sentido".

Nasci em Terra Roxa, interior de São Paulo, em 1926. Desde garoto me interessava pela pintura. Tenho nove irmãs e um irmão. Uma delas tinha uma caixa de pintura. Desenhei 'A Tempestade'. Eu levava bronca porque vivia riscando as paredes. Meu pai é farmacêutico. Eu ficava ouvindo música porque meu pai tinha muitos discos. Wagner, óperas, Caruso...Era um ponto de encontro. Lia 'O Tesouro da Juventude', biografias de homens ilustres, com reproduções. Ai eu me apaixonei por Carpaccio, especialmente por um detalhe de anjos tocando alaúde".

"Ninguém escolhe um caminho, ninguém diz: vou ser um surrealista. A gente sofre influência de tudo o que a gente vive e estuda. A obrigação do artista é fazer e não discutir. Não defendo o que eu faço. Disseram que meu trabalho é pastiche, que eu estou repetindo os surrealistas. Não quero saber".

"(...) Fiz minha primeira exposição em 47, no Instituto de Arquitetos no Rio de Janeiro. Em 49, juntamente com Nelson P. dos Santos e L. Ventura, viajei para a Europa. Fiquei em Paris um ano, pintando e desenhando, e fui aluno livre da Escola de Belas Artes. Visitei alguns paises e voltei. Fui ator no filme 'O Saci'. Depois, trabalhei com Portinari, de 52 a 56. Recebia ordenado. Era uma espécie de 'faz tudo'. Com Portinari, aprendi a disciplina e a consciência profissional. Durante esse tempo morei em Santa Tereza, o melhor lugar onde morei até hoje. Voltei para São Paulo, fiz exposições no Rio e aqui. Ganhei um prêmio no Salão da Legião Brasileira de Assistência. E outro, no 'Salão Paratodos', de gravura, repartido com Delamonica. O premio era uma viagem à China".

"O pintor não tem obrigação de fazer panfleto no seu trabalho. A História mostra. Guernica é uma obra genial mas não porque se refere à guerra. Se o artista tiver uma inclinação para ser militante, ele o fará".

"Em 1958 viajei para a China, onde fiquei um mês. Então descobri que o premio não era de um ano, como tinha sido anunciado, mas apenas de visita. Tive contato com artistas. Visitei Pequim, Shangai, Hang-Chow. A exposição do salão foi realizada em Pequim e Shangai. Então recebemos convite para expor em Moscou, durante 15 dias. Fui para lá. Depois, levamos a exposição para Bucarest. Em Moscou conheci minha mulher, Clara, que era intérprete".

"Comecei a desenhar na linha atual quando estava em Moscou, em 1966. Sempre me interessei pela figura. Já fui considerado expressionista, surrealista, realista fantástico, sei lá. Eu me sinto mais à vontade quando falo da arte em geral...".

"A figura feminina se repete na minha obra por várias razões. Uma é básica: na Pré-História, a mulher foi despojada de sua condição de ser humano. Ela representava uma força elementar da natureza, em toda a pureza e vigor. Ela perdeu isso. Na minha obra, a figura feminina seria o prenúncio da colocação da mulher em seu lugar antigo, normal. Por isso, às vêzes (sic), a figura aparece fragmentada e distorcida. Quanto aos objetos que a rodeiam, tem um sentido mágico que se perdeu. O ser humano usava a magia para se transformar, para se aperfeiçoar. Intuitivamente eu tento despertar em quem vê uma obra minha esse clima original de mistério e magia, que se perdeu. Daí o afogado, as ruínas, a mulher fragmentada, a escada, a pérola, o pássaro, o raio, a nuvem escura".

EXPOSIÇÕES DO ARTISTA


O QUE E QUEM FALOU DE OCTÁVIO

"É de anotar que um país por tantos lados surrealista como é o Brasil não tenha produzido adeptos nesta faceta do poliedro da comunicação visual. Por fatalidade de circunstâncias históricas e geográficas, as tendências desenvolvidas em nosso território derivaram do labor europeu através de transferências felizmente não canonicas, dando possibilidade de arranjo, contra propostas, derivações favoráveis à afirmação de um caráter nacional. O Barroco foi, sem dúvida, o mais expressivo estilo aqui reelaborado."

"O desastre estético produzido pela Missão lebretoniana de 1816, desperdiçando o florescer de uma franca manifestação tropical, uma arte levemente bagunçada de participações étnicas naturais da formação social, criou o academismo vitimando os artistas do século: ecléticos, vagantes nos ateliers Julian parisienses, desamparados do ambiente, descarregam no Novecentos a compostura da pintura-bem, apreciada pela classe A, mas sem raízes no espírito do indianismo."

"Chegaram os tempos do Modernismo, e tivemos a bela reação da Semana. Foi o momento do desencaixotamento da liberdade e da fantasia. Esperava-se uma explosão de surrealismo, manifestação congenial de uma terra em que diferente, absurdo, fantástico, caricaturado, lendário, coisas à moda da casa representavam um patrimônio espiritual violento. Explodiram: Oswald, Tarsila, Vicente e Ismael (Alvim Corrêa foi solitário em Bruxelas) mas sem repercussão, tão é verdade que só agora dá-se a justa posição a estes heróis do não conformismo. Vinte anos atrás, quando de pouco o Museu começava a funcionar, o diretor deste estabelecimento recebia a visita de um jovem de olhos de moleque: vinha mostrar seus desenhos de principiante, alegando que queria vendê-los juntando um dinheiro para viajar para a China. Estes desenhos estão no acervo do Museu, foram por mim comprados, pois logo constatei suas qualidades excelentes, e a generosidade dos sentimentos do moço Octávio Araújo".

"Desapareceu da área paulista, sem notícias dele. Vinte anos depois êle (sic) voltou. itinerou na Ásia e na Europa. Mas isto é Octávio (...)".

"A novidade que nos levou quando de volta foi a sua temática surrealista, pode ser em reação ao realismo, ao qual mal se adaptou por bastante tempo sua fantasia pirotécnica de descendência africana. Seu correr nos caminhos do incônscio é guiado pelo amor da mulher, idealizada numa variedade de momentos que vão das gostosas contemplações do nu clássico, à maneira ingresiana, até o sonhado em que os incubos e os desejos do diferente jogam a companheira em desconcertantes atitudes secretas."

"Octavio, um dos tantos jovens que teve a solidariedade do Museu nos seus primeiros passos, é aqui, agora artista de fama não só nacional, na sua plena maturidade. Apresentando-o, estamos certos de encontrar o contente de nossa freguesia popular". Pietro Maria Bardi , apresentação do catálogo da exposição de Octávio Araújo no MASP, 1972, patrocinado por Antonio Maluf

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"Num desenho preciso e precioso, de texturas opulentas e macias, Otávio Araújo (sic), um dos raros litógrafos brasileiros, dá vazas a uma imaginação sem peias, caracterizando-se pelo requinte da execução. Poucos saberão como êle (sic) traduzir a epiderme de um corpo feminino, ou evocar, em breves traços essenciais, a magia de uma cena qualquer. Sua arte aparenta-se à dos grandes visionários de todos os tempos e lugares, realizando-se numa atmosfera de sonho e de voluntosidade" (Revista Vida e Arte, seção de Exposições).

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf

FONTES DE INFORMAÇÃO

- Acervo da Galeria Seta

- FSP, Ilustrada, 28.06.15, Artista plástico paulista Octávio Araujo morre aos 89 anos

- OCTÁVIO ARAÚJO 20 Anos Depois - Catálogo da Exposição no MASP patrocinada por Antonio Maluf, Galeria Seta, Outubro de 1972

- OESP - 28.06.15, Morre aos 89 o artista plástico paulista Octávio Araújo

- Revista Vida e Arte, Ano 1, número 6, Dezembro de 1975

DATA DE ATUALIZAÇÃO

19 de Dezembro de 2017. Penúltima em 6 de Outubro de 2015

DATA DE ELABORAÇÃO

2 de Outubro de 2015

TAGS:Antonio Maluf; Cândido Portinaria; Clara; Eduardo Alves da Costa ; Luiz Ventura; Nelson Pereira dos Santos; Museu de Arte de São Paulo; MASP; Octávio Araújo; Pietro Maria Bardi; Portinari; Terra Roxa, São Paulo; SP




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PENACCHI


SUMÁRIO



DADOS PESSOAIS


NOME COMPLETO

Fulvio PENACCHI

NOME PELO QUAL É CONHECIDO

Penacchi, ou Fulvio Penacchi

DATA DE NASCIMENTO

27 de dezembro de 1905

LOCAL DE NASCIMENTO

Villa Collemandina, Toscana, Itália

DATA DE FALECIMENTO

5 de outubro de 1992

LOCAL DE FALECIMENTO

São Paulo (SP)

IDADE AO FALECER

86 anos

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Figurativa, centrada em temas cotidianos e religiosos

FORMAÇÃO

Diplomado em pintura pela Academia Real de Pintura de Lucca, Itália. Chega ao Brasil (Porto de Santos) em de Julho de 1929, radicando-se em São Paulo (SP).

OBRA

Entre os anos de 1930 e 1935, Penacchi realiza os trabalhos a óleo intitulados "Cenas da Vida de São Francisco" e a série das obras "Obras de Caridade Corporais e Espirituais" e é no ano de 1935 que ele realiza sua primeira exposição no Brasil. No período que vai até 1951, Penacchi faz diversos trabalhos com diferentes técnicas e suportes como murais, afrescos, ilustrações e óleo. A partir de 1952 começa a trabalhar com cerâmica.

EXPOSIÇÕES


FONTES DE INFORMAÇÃO


-Acervo da Editora, Livraria e Galeria Seta

-Pintura Brasileira - http://www.pinturabrasileira.com

-Uma Poética da Paixão - Vídeo divulgado por Ana Paulo Oliveira da Silva, publicado em 13.01.10 no endereço:


RESPONSÁVEL


Rui Tavares Maluf

DATA DE ATUALIZAÇÃO:

11 de agosto de 2017

DATA DE ELABORAÇÃO

10 de agosto de 2017


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Itália, Fulvio Penacchi, Lucca, Pintor, Toscana




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PERISSINOTTO

SUMÁRIO


DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO:

Giuseppe Pascuale Perissinotto

NOME ARTISTÍSTICO E/OU QUE ASSINAVA SUAS OBRAS:

G. Perissinotto, Giuseppi, Perissinotto, Perissinotto

LOCAL DE NASCIMENTO:

Veneza (Itália)

ANO DE NASCIMENTO:

1881 (17 de abril)

LOCAL DE FALECIMENTO:

São Paulo (Brasil)

ANO DE FALECIMENTO:

1965 (5 de abril), a poucos dias de completar 84 anos.

STATUS DO ARTISTA:

Inativo por morte

LINGUAGEM PREDOMINANTE:

Figurativa, com grande variedade de paisagens e também nus femininos

VIDA DO ARTISTA:

Giuseppe Perissinotto veio para o Brasil com sua família quando tinha 10 anos de idade, fixando-se no município de Brotas, estado de São Paulo. Com 18 anos de idade (1899) volta a Itália para estudar no Instituto de Belas Artes de Veneza e depois na Academia de Belas Artes de Florença, onde foi aluno de Giovanni Fattori e Adolfo De Karolis, permanecendo em seu país de nascimento até o ano de 1906. Seis anos mais tarde, em 1912, retorna em definitivo para o Brasil e vai morar em São Paulo (SP). Neste mesmo ano realiza sua primeira mostra no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Em 1914 casa-se com a argentina Emma Paola Perissinotto com quem terá três (3) filhas (Sara, Izelda e Alda). Em 1919, o artista funda no bairro do Brás, São Paulo (SP) a Escola de Desenho e Pintura e dentre seus alunos ensinará um futuro artista de quem se torna amigo Angelo Simenone. No ano seguinte a fundação da escola (1920), Perissinotto passa a conviver com Ataíde Gonçalves, Enrico Manzo, Orlando Tarquínio e Souza Pereira. No ano de 1928 vence um concurso para decorar o teto circular do Cine Teatro Oberdan, o qual será futuramente demolido.

EXPOSIÇÕES DO ARTISTA:


EM VIDA


PÓSTUMAS

FONTES DE INFORMAÇÃO:

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA:

Rui Tavares Maluf

DATA DE ELABORAÇÃO:

29 de Julho de 2019

PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Brás, Brasil, Brotas, Adolfo De Karolis, Estado de São Paulo, Estudo de arte na Itália, Florença, Giovanni Fattori, Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, Itália, Pinacoteca, São Paulo, SP, Veneza


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QUERALT PRATT

SUMÁRIO


DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO

Isidro Queralt Prat

NOME ARTÍSTICO

Queralt Prat

LOCAL DE NASCIMENTO

Tarrassa, Barcelona, Espanha

ANO DE NASCIMENTO

1921

ANO DE FALECIMENTO

2011

LOCAL DE FALECIMENTO

Paulista (PE)

TRABALHO:

Fundador do Centro de Artes e Comunicação (CAC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFFPE).

Tem 14 quadros de sua autoria na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, situada no bairro de Iputinga, projetada pelo arquiteto Augusto Reynaldo, considerado um dos responsáveis por implantar a arquitetura moderna no Recife (PE).

FONTES DE INFORMAÇÃO:

- Acervo da Galeria Seta

- Acontece no Recife - http://www.acontecenorecife.com.br/final.asp?secao=4&conteudo=11106

DATA DE ELABORAÇÃO

26 de Agosto de 2015

TAGs: Barcelona; Centro de Arte Contemporânea; CAC; Espanha; Paulista; Pernambuco; PE;


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RAPHAEL GALVEZ


SUMÁRIO


DADOS PESSOAIS


NOME COMPLETO

Raphael Dazzani Galvez

NOME ARTÍSTICO

Raphael Galvez

ANO DE NASCIMENTO

1907

LOCAL DE NASCIMENTO

São Paulo

ANO DE FALECIMENTO

1998

LOCAL DE FALECIMENTO

São Paulo

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Figurativa por meio do desenho, escultura, e pintura

FORMAÇÃO E CARREIRA DO ARTISTA


PUBLICAÇÕES SOBRE O ARTISTA


FONTES DE INFORMAÇÃO


RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf

DATA DE ATUALIZAÇÃO

9 de Março de 2018

DATA DE ELABORAÇÃO

7 de Março de 2018


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Desenho, Escola Livre de Artes Plásticas de São Paulo, Escultura, Faculdade de Belas Artes de São Paulo, Flávio Motta, Grupo Santa Helena, Pintura, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Professor


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RENZO RANZINI


SUMÁRIO



DADOS PESSOAIS


NOME COMPLETO

Renzo Emiliano Ranzini

LOCAL DE NASCIMENTO

São Paulo (SP), à rua Santa Luzia (casa de seu avô Felisberto Ranzini) no bairro da Liberdade

ANO DE NASCIMENTO

1930

NOME ARTÍSTICO

Renzo Ranzini, assinando muitas vezes como R. Ranzini.

LINGUAGEM PREDOMINANTE

A linguagem mais conhecida de Renzo Ranzini é a figurativa baseada principalmente em paisagens (muitas marinhas) valendo-se da técnica de aquarelas.

FONTES DE INFORMAÇÃO:

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA:

Rui Tavares Maluf

DATA DE ELABORAÇÃO

23 de Julho de 2018


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Bairro da Liberdade, Casa Ranzini, Neto de Felisberto Ranzini, Aquarelista, Paisagens, São Paulo, SP


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RITA LOUREIRO


SUMÁRIO

DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO

Margarita Delgado Thomaz da Silveira Loureiro

NOME ARTÍSTICO

Rita Loureiro, Rita

DATA DE NASCIMENTO

4 DE Fevereiro de 1952

LOCAL DE NASCIMENTO

Manaus (AM)

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Figurativa, concentrada nos temas do folclórico amazônico

EXPOSIÇÕES DE RITA

Rita Loureiro tem um rol de exposições individuais e coletivas grande e abaixo há uma pequena seleção:

O QUE SE FALA-ESCREVE DE RITA LOUREIRO

- "Quem sabe penetrar na vida popular brasileira, tendo fantasias, pode nos emprestar coreografias pintadas surpreendentes e maravilhosas: é o caso de Rita Loureiro." Pietro Maria Bardi, diretor do Museu de Arte de São Paulo fala reproduzida no livro Boi-Tema da Editora, Livraria e Galeria Seta e Masp

- "Rita Loureiro (...) Autodidata, pesquisadora, começou a pintar regionalismos em 1975, um regionalismo de verdades arquetípicas, amazonenses, telúricas, fiada no índio selvático e na floresta majestática...Hoje, é um nome do universo amazônico de muito relevo na arte brasileira...Pois Rita nos mostra que - como dizia Tolstoi a um jovem ucraniano ao pintar sua aldeia, ai o artista se torna nacional. Uma heroína, uma artista paulizônica, um nome maior das artes em nosso país (sic)", Luiz Ernesto Kawall, jornalista em São Paulo, Catálogo do Museu de Arte Moderna - MAM-SP, abril de 1982

- "Rita Loureiro é um símbolo de alta sensibilidade, que, como num movimento de maré, acaba por devolver em termos de artes plásticas, o que a personalidade riquíssima de Mario de Andrade criou em Macunaíma (...) Quando vi o que Rita fez fiquei boquiaberto, tal a presença de impulsão criativa de Mário de Andrade. Mas, como dizia o nosso Mário, boquifechei-me e deixei que a Comissão de Arte se manifestasse. Considero uma honra para o Museu de Arte Moderna receber esse trabalho criativo que une ainda uma vez São Paulo a Manaus através da visão pura e rara desta artista", Luiz Seraphico, ex-presidente do Museu de Arte Moderna de São Paulo, introdução para o album Rita Loureiro, Interpretação de Macunaíma

- "A cultura brasileira é tão densa e tão rica que, estou convencido, poderia dominar toda a América do Sul, assim como os gregos e os romanos influenciaram a Europa...De todas quem mais se destacou, foi Rita Loureiro, com a lenda de Macunaíma", Horst Troege , Diretor do Brazilian Contemporary Arts, em Londres, 12 de Junho de 1983

- "Autodidata de sangue índio, Rita Loureiro narra estórias (sic) da Amazônia fascinante com sua arte fantástica...Ela parte, com seu estilo naiph (sic), para retratar as fantasias de seu povo...Primitiva e mágica, seus quadros são uma excepcional experiência do folclore, do popular, em composições até surrealistas...Uma vasta amostragem do Brasil na Inglaterra" George Sorley Whittet, crítico do Arts Review, Londres, 26 de setembro de 1983

- "Ela desperta, com seus mitos populares, a quem veja a mostra brasileira no Barbican Center/Conource Gallery, a sensibilidade das mulheres para uma criação mais geral e abrangente" Michael Shepherd Sunday Telgraph, Londres, Maio de 1983

- "Rita Loureiro exalta na pintura as raízes que Mário de Andrade cultivou na literatura: brasilidade" Carl Von Schmidt , crítico de arte editor de Artes-SP, abril de 1982

FONTES DE INFORMAÇÃO

- Acervo da Editora, Livraria e Galeria Seta;

- Amazônia, 1979, Exposição no Paço das Artes

- ANDRADE, Mário -

Macunaíma

Ilustrações de Rita Loureiro Editora Itatiaia, Belo Horizonte (MG), 1985

DATA DE ATUALIZAÇÃO

20 de Agosto de 2015

DATA DE ELABORAÇÃO

21 de abril de 2015

TAGs: Amazonas, Amazônia, Carlos Von Schmidt, George Sorley Whittet, Luiz Ernesto Kawall, Luiz Seraphico, Manaus, Michael Shepherd, Pietro Maria Bardi, Rita Loureiro

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SENDIM


DADOS PESSOAIS


NOME COMPLETO

Armando Moral Sendim

NOME ARTÍSTICO

Armando Sendim, ou simplesmente Sendim como assina grande parte de suas telas

ANO DE NASCIMENTO

1928

LOCAL DE NASCIMENTO

Rio de Janeiro

LOCAL DE RESIDÊNCIA MAIS RECENTE

Marbella, Espanha

VIDA DO ARTISTA

Armando Sendim é filho de espanhóis. Ainda na infância sua família retornou à Espanha e foi lá que ele deu início ao seu gosto pela arte, a qual manifestou desde muito cedo por meio do desenho. Devido aos acontecimentos políticos que levaram o país à Guerra Civil, seus país voltaram ao Brasil, indo residir em Santos (SP).

FORMAÇÃO ARTÍSTICA E GERAL

Escola de Belas Artes de Priego, Espanha, onde estudou por algum tempo por volta de 1940, segundo registro feito no verbete da Enciclopédia Itau Cultural. Porém, como ele mesmo afirma em entrevista concedida ao jornal Tribuna de Santos, ele se considera um autodidata. Fez também curso de Filosofia na Universidade de São Paulo (USP entre 1940 e 1945. Graças a esta sua ligação com Santos, onde ele começou a desenvolver a pintura, é que Sendim, aos 79 anos, resolveu doar para a Pinacoteca 127 obras de arte de sua autoria. No Chile, ele fez um curso de especialização em estética com Bogumil Jasinowski e curso equivalente na Universidade de Sorbone, França (1950-1953). Vivendo em São Paulo (SP), deu aulas em seu estúdio entre os anos de 1954 e 1964. No Clube dos Artistas, na capital paulista, ele realizou no ano de 1960, sua primeira exposição individual.

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Sendim é um artista figurativo complexo apresentando momentos importantes de realismo e hiperrealismo e até mesmo toques surrealistas, dominando várias técnicas como a cerâmica, gravura, escultura, pintura (que concentra grande parte de suas obras no Brasil).

PRÊMIO:

Em 1982, Armando Sendim recebeu o prêmio RIBEIRO COUTO como Destaque do Ano nas Artes Plásticas.

FONTES DE INFORMAÇÃO:

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf

DATA DE ELABORAÇÃO

2 de Julho de 2018


TAGs: Doação de obras; Município de Santos; Pinacoteca Benedito Calixto; Pinacoteca de Santos; Santos (SP)

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SERGIO BERTONI

Sergio Bertoni

SUMÁRIO

DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO

Sérgio Bertoni

DATA DE NASCIMENTO

21 de Setembro de 1926

LOCAL DE NASCIMENTO

Niterói (RJ)

DATA DO FALECIMENTO

19 de Fevereiro de 2019

LOCAL DE FALECIMENTO:

São Paulo (SP)

FORMAÇÃO E ATIVIDADE PROFISSIONAL

Escola de Belas Artes de São Paulo (1944-1950), e Publicitário (direção de arte) (1950-1980)

CONDIÇÃO ATUAL

Artista inativo por falecimento

UMA TELA DE BERTONI

A tela retrata uma Igreja histórica do centro da cidade de São Paulo. Avinhe qual é?

Tela de Sergio Bertoni

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Figurativo, tendo como temas predominantes a cidade de São Paulo

PARA VER UMA OBRA DE BERTONI

Certamente a antiga Galeria Seta é um local apropriado, mas uma das mais relevantes obras do artista é o painel da Bolsa de Valores de São Paulo intitulado Pregão da Bolsa, com dimensões de 3,00 m x 8,00 m, fazendo parte do acervo da instituição.

TÉCNICAS E RECURSOS:

Ao longo de sua trajetória artística Bertoni produziu esculturas e sobretudo pinturas a óleo tendo como motivos cenas urbanas de São Paulo, formando séries importantes, como Carnaval, Jócquei, Arquitetura etc.

CARREIRA ARTÍSTICA

A carreira artística de Bertoni se intensifica a partir de 1980, quando deixa de atuar com a Publicidade e não se demora a perceber o quanto a dedicação integral influenciará o aprimoramento de sua obra, bem como a quantidade de novos trabalhos e exposições

EXPOSIÇÕES:

INDIVIDUAIS


COLETIVAS

O QUE SE FALA-ESCREVE DE BERTONI

“A pintura de Sergio Bertoni é de um realismo imediato. Não que a sua factura ou o seu figurativismo seja de caráter acadêmico, mas porque a sua visão tem um enquadramento de câmera fotográfica. E nesta postura êle (sic) é fiel à lição implantada desde os impressionistas que, também eles (sic), utilizaram a visão da câmera fotográfica, o corte do visor. O instrumento incorporou-se ao nosso cotidiano e faz parte de maneira indissolúvel, até agora, do novo olhar humano. A tecnologia e a percepção” (Jacob Klintowitz, trecho reproduzido da apresentação da exposição do artista no Jóquei Club de São Paulo, em novembro de 1993.)

"São Paulo tem sido o grande tema deste artista apaixonado. Sua primeira declaração pública de amor foi 'Paulicéia Desvairada' em 1982, no MASP. Depois veio São Paulo vida minha" realizada na Galeria Paulo Figueiredo em 84. Com 'Luz e movimento' eternizou as cores do Jockey Club de São Paulo, local onde aconteceu a exposição, em 93. Mais do que os casarões, os monumentos, os edifícios símbolos desta cidade, mais do que sua gente, mais do que suas calçadas, suas esquinas, a pintura de Sérgio Bertoni capta a alma de São Paulo" (Arthur Amorim, apresentação da exposição na Pinacoteca de São Paulol, 2002.

FONTES DE INFORMAÇÃO

RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO

Rui Tavares Maluf

DATA DE ATUALIZAÇÃO

21 de Julho de 2020. Penúltima em 22 de Maio de 2015

DATA DE ELABORAÇÃO

28 de Janeiro de 2013

TAGS: Sergio Bertoni; Bertoni; Artista Plástico; São Paulo; SP; Niterói; RJ; Pinacoteca do Estado de São Paulo; Jockey Club de São Paulo; Rui Tavares Maluf; Carnaval



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SERGIO VIDAL

SUMÁRIO

DADOS PESSOAIS:

CONDIÇÃO ATUAL:

LINGUAGEM PREDOMINANTE:

EXPOSIÇÕES:

O QUE E QUEM FALA DE VIDAL

FONTES DE INFORMAÇÃO:

DATA DE ATUALIZAÇÃO:

DATA DE ELABORAÇÃO:


DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO:

Sergio Vidal da Rocha

NOME ARTÍSTICO:

Sergio Vidal

LOCAL DE NASCIMENTO:

Rio de Janeiro (RJ)

DATA DE NASCIMENTO:

15 de janeiro de 1945

CONDIÇÃO ATUAL

Pintor Ativo

LINGUAGEM PREDOMINANTE:

Figurativa de observação. Vidal concentra-se nas cenas do cotidiano, seja de ambientes externos como internos do Rio de Janeiro, especialmente dos extratos populares. Não faltam indivíduos de todas as idades e inseridos nas condições de sobrevivência em trabalhos diversos (qualificados ou sem qualificação) e de lazer. Críticos definem sua pintura como a de um Naif purista.

EXPOSIÇÕES

O QUE E QUEM FALA DE VIDAL

- "Vidal é um artista que usa sua arte, a extrema fidelidade de seu universo vivido: o flagrante realista dos seus companheiros e companheiras, nos bons (e raros e sofridos) instantes de folga." Antonio Houaiss, reproduzido no Correio Popular, Campinas (SP), 18.03.83

- Vidal "é insistente documentarista de aspectos do Rio/Zona Norte. Seus bares, o interior das casas, os ateliers de profissionais". É um "pintor surrealista de grande poder imaginativo". Francisco Luiz de Almeida Salles Correio Popular, Campinas (SP), 16 de Março de 1983

FONTES DE INFORMAÇÃO:

DATA DE ATUALIZAÇÃO:

13 de Outubro de 2015. Penúltima em 22 de Maio de 2015

DATA DE ELABORAÇÃO:

6 de Julho de 2013

TAGS: Figurativo; Campinas; Galeria Croqui; Fernando Luiz de Almeida Salles; Pinturas; Sergio Vidal Rocha; Sérgio Vidal; Vidal; Rui Tavares Maluf;




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SONYA GRASSMANN


SUMÁRIO

DADOS PESSOAIS

LINGUAGEM PREDOMINANTE

VIDA ARTÍSTICA

EXPOSIÇÕES

O QUE ESCREVERAM SOBRE SONYA

MERCADO DE SONYA

TELA DE SONYA GRASSMANN

DATA DE ATUALIZAÇÃO

DATA DE ELABORAÇÃO

FONTES DE INFORMAÇÃO


DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO

Anne Marie Elizabeth Graesse

NOME ARTÍSTICO

Sonya Grassmann

DATA DE NASCIMENTO

1933

LOCAL DE NASCIMENTO

Burgas, Bulgária

DATA DE FALECIMENTO

1997

LOCAL DE FALECIMENTO

São Paulo (SP)

LINGUAGEM PREDOMINANTE

A linguagem do trabalho artístico de Sônia Grassmann foi predominantemente figurativo, calcado em figuras femininas e com cores intensas. Com menor frequência há figuras de animais - gatos - e de objetos, como vasos de flores

VIDA ARTÍSTICA

A vida artística de Sonya Grassmann em sua vertente de pintora está profundamente ligada a do artista Marcelo Grassmann de quem ela se tornou mulher e companheira, até o fim de sua vida. Sonya havia chegado ao Brasil como integrante de um circo (mais especificamente com uma trupe de luta livre) e sua vida até então esta ocupada com a atividade circense, a qual se desenvolveu por intermédio de sua mãe. Ela conheceu Marcelo em Salvador (BA) onde começou a morar, e foi a ele apresentada em 1952 por um amigo em comum, quando começara a trabalhar na Galeria Oxumaré. Ao se tornarem companheiros, passaram a viver em São Paulo onde ela desenvolveu seu talento artístico voltado para as artes plásticas, começando a pintar por volta do ano de 1962. Anos após sua morte, e no mesmo ano que seu companheiro Marcelo faleceu, a empresária Claudia Saad, dona da marca Oma Tees, realizou exposição de suas obras no Shopping Cidade Jardim, nas quais aparecem estamparias. Com isso, Saad lançou uma linha de camisetas com o nome da falecida artista.

EXPOSIÇÕES DE SONYA

O QUE ESCREVERAM SOBRE SONYA

“Estilisticamente, a primeira observação possível é que os trabalhos não se enquadram em nenhum dos nichos que organizam a arte moderna. São sofisticados demais para serem naives, são tranqüilos demais para serem surrealistas. São representações realistas, bem-acabadas: mãos finas e suaves, tecidos e tapeçarias encorpadas e cobertas de minúcias decorativas” Gabriela Suzana Wilder


"Existem artistas cuja produção, independem de sua vontade pessoal, desafia as verdades estabelecidas não por serem revolucionários ou inovadores. Às vezes, por parecerem distantes do processo histórico. Sonya Grassmann é uma dessas artistas. O seu trabalho é resultado de um imaginário no qual estão ausentes as referências da época, solicitações do século e, até mesmo, as preocupações típicas da sociedade de massa. O universo de Sonya é vagamente medieval. Estas imagens lembram uma Idade Média passada a limpo, vista de grandes sacadas de castelos idealizados. Tudo é particular, organizado e pesado de atmosfera cheia de intenções. Estas intenções podem ser românticas, mórbidas ou de expectantes. Alguma coisa está prestes a acontecer. Cada um percebe e recria a atmosfera que é mais afim”.Jacob Klintowitz


"Muito reservada, pintou pouco e mostrou menos. Deixou, contudo, obra ponderável, séria e original que um grupo de amigos agora resgata. Não se trata agora de um catálogue raisonné, mas de uma mostra representativa de técnicas e assuntos que preocupam esta artista honrada, competente, e muito querida". Paulo Emílio Vanzolini

MERCADO DE SONYA

É certo que Sonya foi a grande e inseparável companheira de Marcelo Grassmann valorizando sua importante produção artística, mas é igualmente verdade que os trabalhos de Sonya contam com luz própria, o que significa um mercado que responde à qualidade de seu trabalho. A diferença está em que o trabalho de Sonya se deu em menor quantidade e volume que o de Marcelo

TELA DE SONYA

A tela abaixo - As Borboletas - uma das que compunham o acervo da Galeria Seta, foi vendida em São Paulo no leilão realizado pela casa de leilões TABLEAU em 17 de julho de 2014 pelo valor imperdível de somente R$ 6.000,00. O público percebeu a qualidade e a oportunidade da oferta e disputou a obra com avidez em uma concorrida e animada noite.


O Crepúsculo, tela de Sonya Grassmann


FONTES DE INFORMAÇÃO


DATA DE ATUALIZAÇÃO

19 de Maio de 2015

DATA DE ELABORAÇÃO

1 de Março de 2014






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SOPHIA TASSINARI


SUMÁRIO


DADOS PESSOAIS


NOME COMPLETO

Sophia Tassinari

ANO DE NASCIMENTO

1917, embora em algumas publicações conste 1927

LOCAL DE NASCIMENTO

São Paulo (SP)

DATA DE FALECIMENTO

1 de Julho de 2005

FONTES DE INFORMAÇÃO:

DATA DE ELABORAÇÃO:

20 de Junho de 2018

PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Artista Sophia Tassinari, Painel, Bairro de Higienópolis, São Paulo, SP






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STIVAL FORTI


SUMÁRIO

DADOS PESSOAIS

LINGUAGEM PREDOMINANTE

QUE ARTISTA MARCOU STIVAL

EXPOSIÇÃO:

FONTES DE INFORMAÇÃO

DATA DE ATUALIZAÇÃO

DATA DE ELABORAÇÃO


DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO

José Clóvis STIVAL FORTI

LINGUAGEM PREDOMINANTE

A Linguagem predominante nas obras de Stival Forte, que também é cantor, é figurativa e fortemente concentrada nas relações do cotidiano. Ademais, é a linguagem de alguém que pode ser considerado um auto-didata.

QUE ARTISTA MARCOU STIVAL

Segundo o próprio artista em entrevista concedida para Jacqueline Durans (2011), ele é "admirador confesso" de José Ferraz de ALMEIDA JUNIOR (1850-1899) dentre os nacionais e REMBRANT entre os internacionais.

EXPOSIÇÃO

FONTES DE INFORMAÇÃO

BEL GALERIA DE ARTE & LEILÃO - http://www.belgaleria.com.br

BLOG PALAVRAS AO SITIO - http://palavrasaositios.blogspot.com.br/2011/12/cadernos-da-memoria-entrevista-stival.htm , entrevista realizada por Jacqueline Durans

DATA DE ATUALIZAÇÃO

26 de Abril de 2017

DATA DE ELABORAÇÃO

22 de Outubro de 2014

PALAVRAS-CHAVES: Almeida Junior, Bel Galeria de Arte, Galeria Seta, Itaugaleria, Jacqueline Durans, José Clóvis Stival Forti, José Ferraz de Almeida Junior, Rembrant, São Carlos, SP



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TRINDADE LEAL


SUMÁRIO

DADOS PESSOAIS

LINGUAGEM PREDOMINANTE

VIDA ARTÍSTICA E CRONOLOGIA

FONTES DE INFORMAÇÃO

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

DATA DE ELABORAÇÃO


DADOS PESSOAIS


NOME COMPLETO

Geraldo Trindade Leal

NOME PELO QUAL É CONHECIDO

Trindade Leal

LOCAL DE NASCIMENTO

Santana do Livramento (RS)

ANO DE NASCIMENTO

1927

ANO DE FALECIMENTO

2013

LOCAL DE FALECIMENTO

Porto Alegre (RS)

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Figurativo valendo-se de técnicas do Desenho, Gravura e Pintura com muita inspiração na arte africana

VIDA ARTÍSTICA

De acordo com informação da Enciclopédia Itau Cultural, Trindade "Estuda no curso livre de desenho do Instituto de Belas Artes, em Porto Alegre. Em 1953 foi para a Bahia, onde pesquisou a arte africana e lá desenvolveu estudos sobre Pablo Picasso e o cubismo. Retornou a Porto Alegre em 1954 e se iniciou em xilogravura no ateliê de Francisco Stockinger. Conviveu com artistas da Sociedade Amigos da Arte (SAC), como Rubens Cabral, Joaquim Fonseca, Zorávia Bettiol e outros. Na segunda metade dos anos 50, realizou ilustrações para contos de Edgar Allan Poe e lança um álbum de xilogravuras intitulado O Lobisome".

CRONOLOGIA

FONTES DE INFORMAÇÃO

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf

DATA DE ELABORAÇÃO

27 de março de 2018


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Arte africana, Bahia, BA, Cubismo, Francisco Stockinger, Pablo Picasso, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Rubens Cabral, RS, Zorávia Bettiol



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SUZUKI


SUMÁRIO

DADOS PESSOAIS

LINGUAGEM

EXPOSIÇÕES

FONTES DE INFORMAÇÃO

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

DATA DE ELABORAÇÃO


DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO

João Kozo SUZUKI

NOME PELO QUAL É MAIS CONHECIDO:

João K. Suzuki ou somente Suzuki

ANO DE NASCIMENTO

1935

LOCAL DE NASCIMENTO

Mirandópolis (SP)

DATA DE FALECIMENTO

6 de Outubro de 2010

LOCAL DE FALECIMENTO

Santo André (SP)

LINGUAGEM

Desenhista, Gravador, Ilustrador e Pintor focando principalmente em uma linguagem figurativa surrealista

EXPOSIÇÕES

FONTES DE INFORMAÇÃO:

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf

DATA DE ELABORAÇÃO:

26 de Abril de 2017

PALAVRAS-CHAVES (TAGs) Desenhista, Galeria Seta, Gravador, Ilustrador, João Kozo Suzuki, Mirandópolis, Pintor, Santo André, SP



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UBIRAJARA RIBEIRO


SUMÁRIO


DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO:

UBIRAJARA Motta Lima RIBEIRO

NOME ARTÍSTICO:

Ubirajara Ribeiro, Ubirajara Lima, Ubirajara Lima Ribeiro

LOCAL DE NASCIMENTO

São Paulo (SP)

DATA DE NASCIMENTO

2 de outubro de 1930

LOCAL DE FALECIMENTO

São Paulo (SP)

DATA DE FALECIMENTO

9 de novembro de 2002

STATUS DO ARTISTA

Inativo por falecimento

LINGUAGEM PREDOMINANTE

A obra de Ubirajara se vale de diferentes técnicas as quais parecem obter um equilíbrio entre a linguagem figurativa e asbstrata em razoáve harmonia

TRAJETÓRIA DO ARTISTA:

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA:

Rui Tavares Maluf

FONTES DE INFORMAÇÃO

DATA DE ATUALIZAÇÃO

29 de maio de 2021. Penúltima em 24 de maio de 2021.

DATA DE ELABORAÇÃO:

19 de setembro de 2019


PALAVRAS-CHAVES (TAGs) Aquarela, Galeria Seta, Mackenzie, Ubirajara Motta Lima Ribeiro, Ubirajara Ribeiro



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VAN ACKER


SUMÁRIO

DADOS PESSOAIS

CONDIÇÃO ATUAL

LINGUAGEM PREDOMINANTE

FORMAÇÃO ARTÍSTICA

ATIVIDADE DOCENTE

LOCAL DAS OBRAS DE ACKER

EXPOSIÇÕES DE VAN ACKER

O QUE ESCREVERAM SOBRE VAN ACKER

MERCADO DE VAN ACKER

TELA DE VAN ACKER

DATA DE ATUALIZAÇÃO

DATA DE ELABORAÇÃO

FONTES DE INFORMAÇÃO


DADOS PESSOAIS

NOME COMPLETO

José Antonio VAN ACKER

NOME ARTÍSTICO

VAN ACKER

ANO DE NASCIMENTO

1931

LOCAL DE NASCIMENTO

São Paulo

ANO DE FALECIMENTO

2000

LOCAL DE FALECIMENTO

São Paulo

CONDIÇÃO ATUAL

Artista Inativo, por falecimento

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Figurativa, com grande variedade de motivos

FORMAÇÃO ARTÍSTICA

Escola de Belas Artes de São Paulo (1951-1954)

Estudo de escultura com Lazlo Zinner (1954-1956)

ATIVIDADE DOCENTE

A partir de 1969, ministra cursos livres de apreciação artística, história da arte, escultura (modelagem em argila e talha em madeira e pedra), pintura e desenho (em seu ateliê).

Na década de 1970, Van Acker torna-se professor de escultura da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, e de desenho, escultura, pintura, e apreciação artística no Ateliê Arte Viva, também em São Paulo

Em 1980, começa a fazer parte do grupo Anacrônicos da Madrugada, fundado pelo crítico e historiador de arte Pedro Manuel Gisomondi (1925-1999) o qual realizará várias exposições pelo interior do Estado de São Paulo de artistas como Bernardo Caro (1931-200&, Mario Bueno (1916-2001), Maria Helena Motta Paes (1937-2005), e Raul Porto (1936-1999)

LOCAL DAS OBRAS DE ACKER

Além do acervo da antiga Galeria Seta, as obras de José Antonio Van Acker se encontram - segundo informação do Itaú Cultural - no Museu de Arte de São Paulo (MASP), Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-SP), e Pinacoteca do Estado de São Paulo

EXPOSIÇOES DE VAN ACKER

As exposições dos trabalhos de Van Acker se deram em conjunto com o grupo Anacrônicos da Madrugada passando pelos municípios de Campinas, Catanduva, Ribeirão Preto e São Carlos.

Importantes obras de sua autoria, à época da Galeria Seta, estiveram reunidas no seleto grupo de 10 artistas que integraram a mostra organizada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil para o Museu de Arte Moderna de Bogotá, Colômbia, quando da visita do então presidente do Brasil, João Batista Figueiredo, àquele país.

O QUE ESCREVERAM SOBRE VAN ACKER

O Itau Cultural, no verbete sobre o artista atualizado em agosto de 2013, no item Comentário Crítico registra o seguinte: "Em seus trabalhos, observa-se um cromatismo forte e vibrante, por vezes até mesmo exacerbado, que não pretende ser fiel à realidade. As formas distorcidas e a gestualidade vigorosa unem-se a intenção de projetar na cena uma expressão individual".

TELA DE VAN ACKER

A tela ora apresentada pertenceu ao acervo da Antiga Galeria Seta, apresentando dimensões de 70 cm de largura x 60 cm de altura, não está datada e a assinatura se encontra no canto inferior esquerdo (CIE)

Tela sensual e erótica de Van Acker

DATA DE ATUALIZAÇÃO

2 de Janeiro de 2020. Penúltima em 26 de Abril de 2017.

DATA DE ELABORAÇÃO

3 de Setembro de 2014

FONTES DE INFORMAÇÃO

  • ACERVO DA GALERIA SETA

  • Itaú Cultural

  • Wikipedia, em portugues, verbete José Antonio Van Acker

PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Itau Cultural, José Antonio Van Acker, Lazlo Ziner, Van Acker



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VASCO PRADO


SUMÁRIO


DADOS PESSOAIS

LINGUAGEM PREDOMINANTE

DOCÊNCIA

FORMAÇÃO ARTÍSTICA

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

FONTES DE INFORMAÇÃO

DATA DE ELABORAÇÃO


DADOS PESSOAIS


LOCAL DE NASCIMENTO

Uruguaiana (RS)

ANO DE NASCIMENTO

1914

LOCAL DE FALECIMENTO

Porto Alegre (RS)

ANO DE FALECIMENTO

1998

IDADE DA MORTE

83 anos

LINGUAGEM PREDOMINANTE

Figurativa tendo por base escultura, embora também tenha sido gravador, desenhista e pintor

DOCÊNCIA

Professor do Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre em 1966 e da Universidade de Caxias do Sul (RS) por vários anos.

FORMAÇÃO ARTÍSTICA

Estudou, durante três meses em 1940, na Escola de Belas Artes de Porto Alegre (RS).

Obteve bolsa de estudos do governo da França, estudando em Paris nos anos de 1947 e 1948, quando foi orientado por Fernand Legér e Etiéne Hadju. À época, ele frequentou o atelier de gravura da Ecóle Nationale Superieure de Beaux-Arts. Nesse período, Vasco Prado fez contato com Leopoldo Mendez, dirigente da Taller de Gráfica Popular do México, que lhe serviu de estímulo, ao voltar ao Brasil, para fundar o Clube da Gravura com Carlos Scliar, em 1950, em Porto Alegre (RS).

RESPONSÁVEL PELA PESQUISA

Rui Tavares Maluf

FONTES DE INFORMAÇÃO

ACERVO da Editora, Livraria e Galeria Seta

Galeria Arte Quadros, http://www.galeriaartequadros.com.br

DATA DE ELABORAÇÃO

8 de Dezembro de 2015


TAGs: Galeria Seta; Antiga Galeria Seta; Ex Galeria Seta; Antonio Maluf; Desenhos; Gravuras; Esculturas; Jacob Klintowitz; José Oliveira Macaparana; Rui Tavares Maluf; Maria Christina Grassmann Dantas; Elgul Samad; Elysito; Evandro; Evandro Carlos Jardim; Felizberto Ranzini; Gladys Maldaun; Ignácio da Nega; Jesuino Ribeiro de Almeida; José Antonio Van Acker; Luiz Ventura; Macaparana; Marcelo Grassmann; Miguel dos Santos; Preços; Mercado do Artista; Ruth Sprung Tarasantchi; SESC; Sonya Grassmann; Telas; Óleos; Pinturas; Yvoty; Yvoty Macambira; Ivoty de Macedo Pereira Macambira; Sergio Bertoni


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LILIA MALHEIROS


Trapézio Galeria trabalha a obra de Lilia Malheiros. Conheça agora


EX-GALERIA SETA ENTREVISTA A ARTISTA

Com a intenção de fazer jus à memória de Antonio Maluf (e do que por ele foi criado na Galeria Seta), é que se procura aqui ir além da mera apresentação das obras que compõem o vasto acervo ainda hoje existente. Por ora, o caminho encontrado se faz por meio do reconhecimento de uma artista que está pouco a pouco se tornando mais conhecida no circuito cultural, mas certamente merecedora de se tornar, brevemente, bem mais conhecida pois seu trabalho é portador de excelência. Maluf sempre apostou na qualidade, no que lhe parecia sólido no campo artístico mesmo que tais obras ainda não tivessem seu lugar assegurado no mercado. Este é o caso da pintora Lilia Malheiros com a qual o responsável por esta página entrevistou a fim de trazer ao público visitante um pouco da história artística da própria pessoa e um olhar sobre sua obra. Se olhássemos o trabalho de Lilia pelo conhecimento público diríamos que está aí uma grande promessa, pois esta carece ainda de uma maior divulgação, embora suas obras estejam disponíveis ao conhecimento público na Casa Contemporânea, galeria de arte situada à rua Capitão Macedo, 370, Vila Mariana, em São Paulo (SP). No entanto, se for pela maturidade de um acervo produzido em mais de uma década de dedicação exclusiva à pintura, o leitor está diante de nós uma artista pronta e que parece sempre em evolução.

Acompanhe a seguir a entrevista feita com a artista no mês de maio de 2014, ocorrida após visita feita ao seu simpático e aconchegante ateliê localizado no bairro de Moema, em São Paulo (SP). Na sequência está um resumo de seu currículo e as fotos de algumas de suas telas.

Ex-Galeria Seta – Você tem formação acadêmica na área de Comunicação e Letras na Universidade de São Paulo (USP). Ao fazer tais cursos, você já tinha claro que seria uma pessoa integralmente dedicada às artes plásticas?

Lilia Malheiros - Não. Desde criança me interessei por desenho e pintura, mas achava distante da minha realidade viver como artista. Também sempre gostei de estudar língua e literatura, o que me levou ao curso de Letras, mesmo sem pensar em me tornar profissional da área. Já no curso de Comunicação acreditei poder conciliar meu interesse pelas artes visuais com uma profissão, e por isso acabei optando pelo curso de Publicidade&Propaganda, campo em que nunca atuei diretamente, mas que me levou a trabalhar por alguns anos com Comunicação Visual e Criação Gráfica. De qualquer forma, uma atividade já muito ligada ao uso da cor e do espaço.

Ex-Galeria Seta – É possível dizer que alguns professores, como Paulo Pasta, Charles Watson e Rodrigo Naves, estimularam, influenciaram, serviram-lhe de referência inspiradora para sua obra?

Lilia Malheiros - Sem dúvida! Foram interlocutores valiosos, muito informados e inteligentes, que me ajudaram a avançar na reflexão sobre o meu trabalho e sobre a Arte. O Paulo Pasta, principalmente, por ser, além de professor experiente e sensível, também pintor.

Ex-Galeria Seta – Você alguma vez hesitou em seguir a carreira artística, considerando as dificuldades que cercam as atividades culturais em geral, especialmente em países como o Brasil?

Lilia Malheiros - Hesitei muito, porque é mesmo muito difícil, e por isso demorei a viabilizar uma dedicação integral às artes plásticas. Por muito tempo elas foram uma atividade paralela, e quando pude deixar meu trabalho como artista gráfica, já um pouco tarde, é que a pintura começou a se desenvolver de fato. Pintura é um meio lento, que demanda tempo e comprometimento. No Brasil não existem formas consistentes de estímulo ao artista em formação, que permitam a ele o tempo necessário para seu amadurecimento como profissional.

Ex-Galeria Seta – Qual a recomendação que faria para um jovem dos dias de hoje que mostra talento para esse campo, mas hesita em consequência de outros campos profissionais que poderiam ser considerados mais “seguros” para sua sobrevivência?

Lilia Malheiros - Eu diria que, se a vontade for muito grande, é melhor ir atrás dela, pois a gente pode adiar, mas não pode fugir infinitamente, então é melhor começar o quanto antes. Sabendo que é preciso ser tolerante às frustrações, pois é um caminho longo, sem certezas nem segurança.

Ex-Galeria Seta – Seria possível dizer que as cores empregadas por você condicionam as formas adotadas na tela?

Lilia Malheiros - As formas são sempre muito simples e as decisões no decorrer da pintura são sempre tomadas em função da cor - nesse sentido poderia dizer que sim.

Ex-Galeria Seta – Você prefere alguma cor em particular, ou a preferência está ligada a cada trabalho desenvolvido?

Lilia Malheiros -A escolha das cores é mais intuitiva, e elas variam conforme o trabalho. Acho que não tenho uma preferência clara, embora retrospectivamente perceba cores que reaparecem. Talvez seja mais fácil falar das que não tenho usado, embora já tenha feito isso antes: marrons e beges.

Ex-Galeria Seta – A experiência com as cores e a relação entre estas parecem ter um papel central em sua produção. Mas é possível dizer que uma ou algumas tem uma importância maior nas suas experiências?

Lilia Malheiros - É difícil dizer, pelo fato de a escolha delas se dar intuitivamente... É algo que depende de cada trabalho e do momento - ultimamente tenho usado cores mais vibrantes, e bastante azul, amarelo e vermelho em todas as suas variações, além de, em menor grau, verdes, laranjas e lilases. Mas acho que cada artista acaba tendo suas preferências e construindo uma palheta própria.

Ex-Galeria Seta – Seu processo de criação obedece a um caminho claramente pré-estabelecido?

Lilia Malheiros - Não faço projetos nem esboços. Tenho uma vaga noção inicial do que penso fazer, mas não imagino o trabalho final, porque o caminho que a pintura vai tomar só aparece durante o trabalho, e nunca sei como ele vai terminar. O trabalho é também a maneira como ele é feito - ele vai se construindo no fazer e parece que só começa a acontecer alguma coisa depois de muitas etapas.

Ex-Galeria Seta – Durante visita a seu ateliê você falou que seus trabalhos tem início e se desenvolvem em um processo de livre criação, sem um planejamento anterior, mas é possível identificar em seus trabalhos características bem marcantes, quase um padrão. Gostaria que você falasse um pouco sobre isso.

Lilia Malheiros - Não consigo trabalhar a partir de um projeto e ao mesmo tempo tenho vontade de colocar a cor num papel central no trabalho. Isso me fez buscar formas bem simples, retilíneas - elas funcionam como um princípio ordenador e estruturador da pintura, e por isso podem dar a impressão de um padrão, embora sejam sempre espontâneas. Essas formas me permitem ir direto para a tela ou o papel sem um estudo prévio e sem saber como o trabalho vai terminar (que é uma coisa que eu gosto); ao mesmo tempo que se prestam às sobreposições e às relações que vão se estabelecendo entre as cores, que é o que mais me interessa.

Ex-Galeria Seta – Boa parte de suas telas apresentam grandes dimensões. Para você o tamanho faz diferença significativa nas soluções encontradas?

Lilia Malheiros - Gosto das grandes dimensões porque a cor adquire uma maior presença física e se torna mais próxima e intensa. As pinturas pequenas muitas vezes são pequenas séries, que gosto de mostrar juntas. Para mim é bem diferente trabalhar numa tela pequena - de 0,30X0,40m - e numa de 1,50X2,00m - por exemplo, tamanhos que eu uso. O espaço é diferente, pede atitudes diferentes - a minha relação física com a pintura muda, o gesto, o tamanho do pincel, o tempo de execução...tudo muda junto.

Ex-Galeria Seta – A percepção que tenho ao olhar para suas telas, especialmente as mais recentes, é de que em um espaço razoavelmente demarcado obtém-se intensidade, agitação e tranquilidade. Como você as sente, ou as enxerga?

Lilia Malheiros - Acho que há mesmo estes dois lados, e preciso deles juntos. Gosto da acumulação que acaba acontecendo em algumas áreas, mas também do despojamento da cor dominante. Não me reconheceria num trabalho minimalista, nem num trabalho só ruidoso. Quando pinto alterno momentos mais impetuosos e decididos com outros mais reflexivos e comedidos, e esses momentos aparecem no resultado final.

Ex-Galeria Seta - Você começou sua trajetória fazendo gravuras e passou a se dedicar integralmente à pintura. Em que medida esta mudança pode ser considerada ruptura definitiva com o modo de expressão?

Lilia Malheiros - Gostava muito de gravura. Mas ela é mais indireta, exige algum planejamento prévio, e isso se tornou um empecilho para o desenvolvimento do meu trabalho. Abandonei a gravura, mas ela influenciou a pintura no início, porque ela começou escura, com muito preto, cheia de sombras, e foi só aos poucos que as cores foram se tornando mais vibrantes e luminosas. A pintura me fez sentir mais livre, porque é mais direta e me permite saber menos o que vou fazer quando começo o trabalho. Mas hoje, depois de 15 anos só pintando, fico curiosa em saber como seria voltar à gravura depois desta experiência - talvez ainda volte a fazer alguma coisa com ela!

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BREVE CURRÍCULO DE LILIA

Ano de Nascimento

1962

Local de Nascimento

São Paulo

Exposições

2016

- Exposição coletiva Um desassossego, com curadoria de Germana Monte-Mor na Galeria Estação, São Paulo (SP)

2013

- 38o SARP - Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional Contemporâneo - Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel Gismondi

2012

- Individual na Casa Contemporânea, Galeria de Arte no bairro da Vila Mariana, São Paulo (SP)

2009

Ocupação Casa Contemporânea, São Paulo (SP)

- 37o Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, Santo André (SP)

2007

- Programa Exposições, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Ribeirão Preto, com Individual simultânea no Museu de Arte de Ribeirão Preto.

39o Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba (SP)

2005

- 33o Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, Santo André (SP)

2004

- 29o SARP - Salão de Arte de Ribeirão Preto - Nacional - Contemporâneo - Museu de Arte de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto (SP)

- I Salão Aberto Paralelo à XXVI Bienal de São Paulo - Casa das Retortas, São Paulo (SP)

2002

- Primeira Mostra Atelier de Pintura no Museu de Arte Brasileira de Escultura (MUBE), São Paulo (SP)

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TELAS DE LÍLIA

Pode parecer uma provocação gratuita oferecer ao visitante desta página fotos tão pequenas quando a artista pinta suas telas geralmente com grandes dimensões. Mas esse é o caminho para despertar a curiosidade diante de um trabalho tão importante e que precisa ser conhecido pessoalmente. De maneira geral, estas telas (óleos e acrílicas) foram pintadas em 2012. As duas telas seguintes são pequenas e apresentam dimensões de 33 cm x 40 cm.

Tela 08, dimensão de 33 cm x 40 cm Tela 09, dimensão de 33 cm x 40 cm

O tamanho da tela vermelha é 1,30 m x 1,65 m e a amarela ao lado 1,20 m x 1,50 m.

Tela 01 . Tela 02


Nos dois quadros tem pequena dimensão, de 33 cm x 40 cm.

Tela 03 . Tela 04


A tela azul a seguir é a maior com dimensão de 1,65 m x 2,10 m e a próxima (amarela) 1,20 m x 1,50 m.

Tela 05 . Tela 06

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TEXTO DA CRÍTICA DE ARTE TAÍSA PALHARES

Em sua primeira exposição individual, Lília Malheiros apresenta um conjunto de trabalhos que surpreende pela qualidade e intensidade de suas cores. Na contramão de grande parte do que se tem visto em grandes exposições midiáticas como sinônimo de pintura contemporânea, a artista aposta na capacidade afirmativa, e por que não arriscar, emancipatória, da matéria densa que vibra na superfície de seus quadros. Há neles a inteligência de um olhar que soube condensar de forma reflexiva uma sabedoria pictórica que caracteriza de modo muito particular a pintura brasileira dos últimos 20 anos, sobretudo aquela que vem se realizando em São Paulo. Penso aqui no trabalho de grandes coloristas como Paulo Pasta, Fábio Miguez, Sérgio Sister, Rodrigo Andrade, entre outros, que a despeito das idas e vindas das modas ou tendências artísticas, continuaram durante todos esses anos pintando e acabaram, a meu ver, estabelecendo as bases para uma rica tradição da Pintura Brasileira Contemporânea que já não pode ser mais ignorada.

Lília Malheiros se formou neste solo fértil e é evidente que mantém afinidades com estes artistas. Seus quadros revelam a mesma vontade de expansão por meio de grandes campos de cor que encontramos, por exemplo, nas telas e desenhos de Sister. Por outro lado, há um delicadeza tonal nas suas composições, uma melodia afinada que nos lembra Pasta. Assim como nos quadros de Miguez dos anos 2000, há aqui também uma sobreposição de faixas e outros elementos geométricos que remete ao processo de colagem e sua função de desconstrução do espaço unitário por meio da quebra da grade moderna: espaço contemporâneo que dificilmente aceita de maneira pacificada a ilusão.

No entanto, seu trabalho é isso tudo e outra coisa. O que não é nada simples ou banal. Suas telas apresentam uma tensão entre a vitalidade de cores de alta voltagem expressiva e uma ordenação mínima do espaço. A presença estabilizadora de uma geometria, deduzida à princípio de uma provável linha do horizonte contribui, antes de mais nada, para que nosso olhar não seja nem capturado para o interior da tela, nem vagueie sem rumo por sua superfície. Há um duplo movimento que busca um equilíbrio entre esses grandes campos monocromáticos de cor, que a princípio têm um efeito bastante envolvente, e os descolamentos das faixas, também em cores poderosas, que entram como uma espécie de elemento dissonante, evitando que o campo espacial se dissolva em uma experiência apaziguadora. O trabalho de Lília Malheiros nos lembra da necessidade de mantermos aberta a porta da espontaneidade nos tempos homogêneos que nos cercam, mesmo que a partir de uma estrutura aparentemente repetitiva.

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Trapézio Galeria trabalha a obra de Lilia Malheiros. Conheça agora


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EXPOSIÇÕES DA GALERIA SETA

Abaixo apresentamos algumas das exposições promovidas pela Editora, Livraria e Galeria Seta, sob a direção do marchand Antonio Maluf

  • MARIA LEONTINA, setembro de 1972, catálogo com apresentação de Antonio Maluf

  • OTÁVIO ARAÚJO, outubro de 1972, catálogo com apresentação de Pietro Maria Bardi, exposição patrocinada por Antonio Maluf no MASP

  • UBIRAJARA RIBEIRO, novembro de 1972

  • NOEMA MOURÃO, dezembro de 1972, catálogo com apresentação de Antonio Maluf

  • JOSÉ LOURENÇO, maio de 1973, catálogo com apresentação de Renato Magalhães Gouvêa

  • GIUSEPPE PERISSINOTTO, novembro de 1973, catálogo com apresentação de Renato Magalhães Gouvea e introdução de Pietro Maria Bardi

  • 1o LEILÃO DE ARTE DE 1974 DA GALERIA SETA, setembro de 1974, tendo um quadro a óleo de Emiliano Di Cavalcanti - Mulher deitada (1927) como capa do catálogo. O evento disponibilizou 90 lotes ao público

  • ISMAEL NERY, dezembro de 1974 no Museu de Arte de São Paulo (MASP). Exposição patrocinada pela Editora e Livraria Seta em favor da Casa das Crianças de Olinda

  • 1o LEILÃO DE ARTE DE 1975 DA GALERIA SETA, março de 1975, tendo um quadro a óleo de Miguel dos Santos como capa

  • RODRIGO DE HARO, setembro de 1975 e novembro e dezembro de 1977

  • GUYER SALLES, 1976

  • FRANCISCO CUOCO, novembro de 1975, catálogo com apresentação de Pietro Maria Bardi

  • BRAMANTE BUFFONI, 1976

  • EVANDRO CARLOS JARDIM, 1976

  • PIERRE CHALITA, outubro de 1976

  • ANTONIO THYRSO, maio e junho de 1977, cartaz com apresentação de Carlos Motta

  • MARGOT DELGADO, junho de 1977

  • FRANCISCO M.D. LEÃO, novembro de 1977

  • JOÃO CALIXTO, 1979

  • MARCO LEONI, maio 1980

  • ELGUL SAMAD, 1979, 1981

  • FÁBIO MAGALHÃES, setembro de 1979

  • ANA BERTHET, novembro de 1979

  • FLÁVIO IMPÉRIO, dezembro de 1979

  • RAÍZES, agosto e setembro de 1980 reunindo vários pintores primitivos

  • MACAPARANA, setembro 1980

  • GLÓRIA PECEGO e CLARA VAN de WATER, 1981

  • LEILÃO DE ARTE DA GALERIA SETA, realizado em 14 de outubro de 1981, oferecendo ao público obras de 56 artistas, e com a colaboração do leiloeiro Carlos Eduardo de Barros Rodrigues, e a reprodução de desenho do artista Belmiro de Almeida - Congraçamento Brasil-Portugal 1900 no convite

  • LEILÃO DE ARTE DA GALERIA SETA, realizado nos dias 7 e 9 de novembro de 1981, oferecendo ao público obras de 52 artistas, e com a colaboração do leiloeiro Carlos Eduardo de Barros Rodrigues, e a reprodução de uma figura feminina a óleo do pintor Alfredo Volpi no convite

  • JESUINO L RIBEIRO, 1980, 1983, 1986

  • MINO CARTA, exposição realizada em maio de 1983 no Museu de Arte de São Paulo (MASP), sob a organização da Galeria Seta

  • ANTONIO HÉLIO CABRAL, setembro de 1983, catálogo com texto de Leon Kossovitch

  • SONYA GRASSMANN, 1982 e 1986

  • HIROMU KINOSHITA, Maio de 1984

  • MARIO GRAV BORGES, Agosto de 1984

  • HELIO SCHONMANN, junho e julho de 1985, com apresentação de Raphael Galvez

  • LUIZ VENTURA, 26 de novembro a 14 de dezembro de 1985

  • NELSON COLETTI, dezembro de 1985

  • CARMÉLIO CRUZ, abril e maio de 1986, catálogo com reprodução de comentários de Antonieta Sauter, Flávio de Aquino, José Geraldo Vieira, Theon Spanudis e Walmir Ayala

  • CHRISTINA G. DANTAS, setembro de 1986

  • STEPHAN ELEUTHERIADES, outubro de 1986

  • MINO CARTA, segundo semestre de 1986

  • CYBÉLE VARELA, novembro de 1986

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LEIA ENTREVISTA DE LILIA MALHEIROS

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Read english profile of Iur

IUR SERAVAT FULAM


Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), Iur nasceu em 1959, filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.

A seguir algumas obras de Iur:


Nem só da Flor vive o homem, obra Acrílica sobre Tela

Homenagem a Valentim, Acrílica sobre Madeira, 2016, assinada no verso, com dimensões de 60 cm x 60 cm

Homenagem a Valentim, obra de Iur


SÉRIE AZUL E ROSA

Obra de Iur da Série Azul e Rosa, Carnaval

Obra Acrílica sobre Tela, medindo 17,5 x 24 cm. Série Azul e Rosa - Carnaval

BRASIL-BRASILEIRO

A obra a seguir integra a série Brasil-Brasileiro na qual Iur procura explorar de diferentes perspectivas as formas e cores que integram a bandeira nacional. A presente obra tem 31,5 cm x 31, cm de dimensões e se trata de uma pintura acrílica sobre madeira (compensado naval).


Série Brasil Brasileiro 001, de Iur

Denominada De Olho no Batom tem 39 cm de largura por 33 cm de altura, sendo produzida com guache e canetas coloridas especiais sobre cartão.


De Olho no Batom, guache e caneta colorida sobre cartão, ano 2015


O trabalho "E no teu vaso não vai nada?" tem 33 cm de Largura por 39 cm de Altura. Produzida com colagem, canetas coloridas especiais e guache sobre cartão.

E no teu Vaso não vai Nada?, colagem, guache e caneta colorida sobre cartão, ano 2015


Esta obra, sem título, é um guache com dimensões de 23 cm de Largura por 28 cm de Altura.

Este trabalho de Iur, sem título, é um guache de 23 cm de Largura por 28 cm de Altura

A que você vê abaixo é um trabalho da série denominada Países. Especificamente é uma Homenagem à Bélgica, destacando dois personagens de um autor belga e bem conhecidos mundialmente.

Série Países: homenagem à Bélgica

A seguir um guache sobre madeira, com dimensão 30 cm x 30cm, intitulado Disputa por Espaço

Disputa por espaço

Esta obra integra a série Sem Repetição. Trata-se de um trabalho feito a caneta gel e caneta stabilo sobre cartão. Ano 2016 com dimensões de 21 cm por 29 cm.

Sem Repetição 002

Diálogo com meu pai, parte I, a seguir, é um trabalho com dimensões de 30cm por 21cm feito com canetas especiais do ano de 2014.


Diálogos com meu pai, parte I


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ENTREVISTA COM IUR


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Em dezembro de 2020, este site (ExGS) entrevistou Iur Seravat Fulam. Acompanhe a íntegra da entrevista a seguir.


1-ExGS-Você encara a pintura como um hobby?


IUR- Não. A pintura e o desenho são para mim parte intrínseca do meu ser faz muitos anos. Admito que tenha sido na minha infância e adolescência, pois não tinha frequência alta nem disciplina, desenhava nos momentos que não tinha outras distrações, mas também não confiava no que fazia uma vez que tenho um irmão mais moço que já demonstrava um talento inato, especialmente para formas, e, merecidamente, recebia muitas atenções por isso. Quase tudo que fazíamos era baseado nas histórias em quadrinhos de heróis e super-heróis. Sentia que isso não devia ser para mim. Portanto, eu desenhava menos e quase não pintava e ficava receoso de mostrar o que fazia. Eu tinha uma dificuldade enorme para reproduzir imagens de qualquer coisa da realidade que observasse e estava convencido que não dava para isso. Por outro lado, tinha uma necessidade muito grande de me expressar por estes meios.

2-ExGS-Você quer dizer que seus pais não o incentivavam, e sim a seu irmão?


IUR -De forma alguma. Nosso ambiente familiar estava imerso no mundo da cultura via artes plásticas e gráficas com meu pai e na escrita (literatura ficcional) com minha mãe. Ambos eram muito receptivos para o que desejávamos fazer e procuravam nos incentivar dentro de suas possibilidades. Mas amigos e meu pai e familiares, além de amigos, ficavam muito impressionados com o que meu irmão produzia. Ele continua produzindo obras de alta qualidade hoje, embora não extraia daí o seu sustento. Entre o final de minha adolescência e começo da minha vida adulta diminui muito o ritmo e o pouco que produzia (desenho basicamente) não mostrava para ninguém e destruía tudo quase invariavelmente. Tinha, também, outros interesses, embora eu tenha trabalhado parte de meu tempo com meu pai na galeria de arte dele por alguns anos. Porém, estava envolvido com a política e o jornalismo, entre outras coisas, e isso dispersou de forma geral minha energia em relação à expressão artística.

3-ExGS – Não te parece conflitante obter sua sobrevivência de outro campo profissional o qual demanda muito tempo?


IUR -Bem, meu outro campo profissional na realidade é mais de um. São campos no plural embora estejam interligados; docência, consultoria e pesquisa na esfera da política, e, ainda venho já faz alguns anos cuidando de parte do acervo da ex-galeria de meu pai. Mas acredito que a minha produção na pintura e no desenho atualmente é bem intensa e estou convencido que muitas ideias minhas, a criatividade por assim dizer, venham exatamente destas outras atividades nas quais me ocupo. Quando se tem clareza do que se quer é possível tocar adiante, mas é preciso disciplina sem dúvida alguma para se atingir o objetivo, ou ao menos se aproximar. Gostaria de dizer que não conseguiria atuar de forma diferente.


4-ExGS- Observo que você produz tanto obras figurativas quanto geométricas. Não seria mais importante focar em uma para obter resultados mais consistentes?


IUR – Considero que já estou bem focado, pois se você verificar o trabalho de vários artistas constatará que muitos deles se valem de diferentes meios para expressar-se artisticamente; esculturas, gravuras, etc, ainda que em alguns o desenvolvimento seja mais frequente e satisfatório. Diferentes linguagens, diferentes suportes e por ai vi. Além disso, boa parte do meu figurativo conta com grande penetração do geométrico, para não falarmos de construtivismo ou concretismo.

5-ExGS- Mesmo que você afirme que sua atuação não poderia ser diferente do que é, não te incomoda o fato de que produzindo tanto não seja alguém com obra catalogada, ou não ter sua obra sob os cuidados de algum marchand?


IUR -De certa forma minha é sim catalogada, ainda que não seguindo o caminho convencional. O simples fato de você se interessar em me entrevistar a respeito de meus trabalhos gera um registro que não pode ser desprezado. Alguns de meus trabalhos seguem para leilões e neste mesmo espaço no qual estamos conversando há informações sobre mim e minha produção, e assim caminho adiante. Vou te dizer uma coisa que sempre ouvi de meus pais com palavras diferentes das que direi agora: quando entendemos em nosso íntimo que temos um recado a dar, não devemos recuar jamais a despeito das dificuldades que se apresentam ao longo da vida. E este recado, para usar uma linguagem figurada, segue mais ou menos como na imagem que se faz da mensagem de um náufrago na garrafa na expectativa de que alguém em algum momento a leia. A diferença é que não estou pedindo socorro. Mas se isso não acontecer não me impedirá de continuar fazendo o mesmo que venho fazendo com enorme satisfação.


6-ExGS-Por quê você usa um pseudônimo? Isto não atrapalha a divulgação de sua obra?


IUR- Pensando bem não é um pseudônimo, mas um heterônimo, pois não quero esconder minha identidade. E você há de concordar que o nome artístico que uso não seria apropriado para isso por ser muito fácil para qualquer um que me conheça me identificar. Na realidade é uma coisa comigo mesmo, ou seja, é como se eu usasse um código de mudança entre o momento em que saindo de minhas outras ocupações profissionais para a artística.


7-ExGS-Antes de encerrar esta conversa, conte um pouco mais de sua produção e o que pretende explorar no decorrer deste ano de 2021.


IUR -Organizo minhas obras de duas maneiras; uma é trabalho de forma exploratória que no limite chamaria de estudos para os que viriam a ter maior dedicação e consequente aprofundamento. E a segunda maneira é por meio de várias séries as quais partem de um tema que defino com bom tempo de antecipação e que me permite fazer muitas variações.

7.1-ExGS-Uma das que vi nos últimos meses é “Disputa por Espaço”. Você poderia comentar?

IUR -Talvez seja a série que mais tenho me dedicado nos últimos dois anos e nas quais exploro as cores Amarelo, Azul, Branco, Verde e Vermelho tentando transmitir uma ideia de tensão; de conflito o qual se apresenta em nossa sociedade de forma profunda. Esta série apresenta tanto trabalhos figurativos geometrizados quanto exclusivamente geométricos. Outra que trabalho também com regularidade é “Carroça carroceiros”. Neste segundo exemplo, as obras tem sido mais fortemente figurativas.


8-ExGS-Última questão: a pandemia foi boa para sua produção artística, considerando que nos obrigou ao distanciamento físico social?


IUR -Sim, sob o ponto de vista da criatividade, de ideias para o que desejo produzir, mas nem tanto sob o ângulo da execução.


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IUR SERAVAT FULAM

Author’s pseudonym. He was born in São Paulo (SP), Brazil, in 1959. Oldest son of a couple totally oriented to cultural life. His mother is a writer and his father was an art dealer and also a graphic and industrial designer and painter. Although Iur has not a formal education in Arts, he had a great incentive for drawing and painting following the artist activity of his father, mainly from the middle of the sixties. So Iur could experiment through the years the figurative themes linked to day by day life but also the geometric one. Iur is professor at university and consultant at public and political affairs.

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IUR INTERVIEW TO ExGS


December 2020, this site (ExGS) interviewed Iur Seravat Fulam. Bellow you can read the full interview


1-ExGS- Do you see painting as a hobby?

IUR – No. Painting and drawing are indivisible parts of myself since many years ago. I can tell you that in my childhood and adolescence it was, yes, a hobby, because I had no frequency, no high discipline and neither confidence in my potential once I have a younger brother that have a genuine talent, skills that allowed him since very young to draw very well. Almost everything we did was based on comics of heroes and super heroes. He attracted deserved attention to his production from friends of my parents, relatives and friends, and I felt that such kind of expression was not for me. As a result a drew less and was afraid of showing. I had great difficult to reproduce figures of anything I observed. But on other way, I had a great need to express myself by this way.


2-ExGS – You mean your parents did not incentive you, but your brother?


IUR - No in absolute. Our family environment was immerse into the world of culture in plastic arts and graphics (my father) and writing (my mother). They were very receptive for what we want to do within their possibilities. But as I said, friends of my parents, my family and friends were impressed with my brother drawings. He keeps drawing and painting nowadays with very high quality, although his incomes do not come from this area. Between the end of my teenage and beginning of my adult life I diminished my attention too much, but I never stopped. Besides, I often destroyed my production just after finishing. I had basically other interests although I worked part time at the art gallery of my father for some years. However, I was involved in other activities, and this dispersed my energy toward the artistic expression.


3-ExGS- Doesn’t it seem a conflict to obtain your material survive from other professional field that demands a lot of time?


IUR -Well, actually my other professional field is more than one. They are fields in the plural, although are linked with each other; teaching, advise and research in the political area. And I also care in the last few years of part of my father former legacy in art gallery. But I belive that my production in painting and drawing nowadays is really intense and be aware that many of my ideas, creativity in other words, come exactly from these other activities where I am occupied. When one is conscious of what is to be done is possible to keep going, but tough discipline is necessary with no doubt in order to achieve the goal. Or at least to approach the goal. I would like to say that I wouldn’t get to act differently.


4-ExGS- I observe that you produce figuratives and geometrics works. Wouldn’t be more important to focus on just one to get better results, more consistencies?


IUR - I think I am well focused, once you track the work of many artist will face that many of them draft different means to express artistically, like spulpture, etchings, oil on canvas etc; even if some of them are done more often than others or with better outcomes. Different supports, different languages and so on. Besides, a good bunch of my figurative work as I said counts with geometric penetration, to not say constructivism or concretism.


5-ExGS- Although you assure that your acting couldn’t be in other way, doesn’t disturb you the fact that producing so much you have not a catalogued artistic work, neither having your works under care of one art dealer?

IUR- In some way my works are registered, although no following a conventional way. The simple fact that you make an interview on my works generates one register that cann’t be scorned. Some of my works go to art auctions and at this same space where we are talking there are informs on me and my production, and so I go ahead. I tell you something I heard from my parents despite with different words: When we understand in ourselves that we have a message to deliver, we shouldn’t step back ever despite toughs we cope with in the course of life. And this message, to use a figurative language, goes like a message that a shipwreck put in a bottle. The difference is that I’m not asking a s.o.s. But if this not happen doesn’t avoid me to keep doing the same I have been doing with much satisfaction.

6-ExGS- Why do you use a pseudonymous? Don’t it avoid the knowledge of your work?

ExGS- Thinking well it is not a pseudonymous, but a heteronimous, because I don’t want to hide my identity. And you shall agree that this artistic name wouldn’t be appropriate for being very easy to someone to recognize me. It is a thing with myself, it is like I use a code to change beteween the moment I am leaving my other professional doings to the artistics one.


7-ExGS- Before ending this interview, tell me a little more on your work and about you want to explore during this year of 2021.


IUR – I organize my job in two ways; one is a work in an exploratory procceding that I would call studies to those that I would dedicate more involvement and deepening. And the second way is with other series starting from one theme that I define with a good time before and that allow me to make many variations.


8-ExGS-Last question. Did pandemy was good to your artistic production considering it obliged us to keep physical and social distance?


IUR-Yes for the criativity, but not too much for execution.

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Perfis dos Artistas que compõem o acervo da Ex Galeria Seta do marchand e artista plástico Antonio Maluf


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ENTREVISTA

Conheça a tableau arte & leilões

LUIZ CARLOS MOREIRA


O site da Ex Galeria Seta (GS) entrevista neste início de 2016 o leiloeiro e ex-marchand Luiz Carlos Moreira (LCM), fundador e proprietário da marca tableau arte & leilões, que completou 41 anos de atividade ininterrupta no mercado de artes prestando importante contribuição para a consolidação do setor e sua profissionalização.


GS - Quando, onde e como você despertou o seu interesse para o mercado de arte?

LCM - Em 1966 no Rio de Janeiro, conheci o marchand Luiz Caetano Santos Queiroz, titular da Galeria da Praça, que me convidou para participar deste mercado.


GS - Qual foi seu primeiro trabalho na área?

LCM - Em 1966 começaram os leilões somente de quadros. Até está data os leilões eram de objetos, pratas, porcelanas, móveis, antiguidades em geral e quadros, organizados por Leiloeiros. Os leilões só de quadros tinham nomes com Leilão de Arte Aquários, Sagitários, etc. Eu trabalhava na Construtora Serrador, e Luiz Caetano tinha um apartamento em construção em prédio que construíamos. Como bom baiano, ele falou "Lula, vou fazer um leilão de quadros e você como é bom de contas poderia me ajudar na exposição e na noite do leilão nos recebimentos. Vou pagar 0,025% do que faturar. O leilão foi um sucesso retumbante. Os 0,025% que tínhamos calculado para meu ganho, seria 1/3 do meu salário da Construtora. Rendeu 3 salários. A construtora perdeu um funcionário e a Galeria da Praça ganhou um até 1974. Quando sai para montar a tableau em São Paulo. .


GS -Por que você saiu da Galeria da Praça e veio para São Paulo?

LCM - Naquela época era o gerente da Galeria da Praça, cuidando de tudo sobre os leilões e exposições no Rio e em São Paulo. Organizei um leilão conjunto em 1974, da Galeria da Praça e da Galeria Vernissage aqui em São Paulo, com patrocínio de uma Financeira chamada Fidelidade. Os donos da Galeria da Praça e da Galeria Vernissage, Luiz Caetano Queiroz e Raul Fernandes, estavam em negociações com os diretores da Financeira para abrir uma galeria e casa de leilões em São Paulo. Após o termino do leilão fui consultado pelos diretores da financeira se não queria me associar a eles para montar esta nova galeria e casa de leilões. Consultei o Luiz Caetano sobre a proposta e ele deu a maior força. Assim em 1975 nasceu a tableau.


GS - Como você explica sua mudança de marchand para leiloeiro? E como ela se deu?

LCM - Na Galeria da Praça, o Leiloeiro contratado foi o maior que conheci, Horacio Ernani Thompson de Mello, o terceiro da dinastia Ernani, meu grande mestre. De 1975 a 1981, usei Leiloeiros contratados, Irineu Ângulo e Roberto Castelli que criei e treinei em 1978, com a condição de ser leiloeiro exclusivo da tableau. Em 1980, começou a pressão para fazer um leilão para um amigo dele chamado Mauricio Pontual, marchand do Rio de Janeiro. Concordei que fizesse apenas um leilão, pois ele apesar de ser genro de Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, morava em apartamento alugado. Com este leilão poderia dar entrada em uma casa, o leilão estourou e ele pagou a vista uma casa no Morumbi. Em 1981 começou a pressão para fazer outro leilão para o mesmo marchand. Naquela época existiam apenas 20 leiloeiros. Comprei uma carta de leiloeiro, deixei o Castelli fazer o 2º leilão do Mauricio Pontual e o despedi, assumindo também os pregões dos meus leilões na tableau.


GS -É possível afirmar que o mercado brasileiro está profissionalizado após 50 anos de atuação neste setor? E o que poderia ser feito (se é que faça sentido a pergunta) a fim de o mercado se tornar mais profissionalizado para todos os agentes envolvidos?

LCM - O mercado, com o inicio dos leilões online, encheu de aventureiros vendendo obras de pouca qualidade, sem conhecimento e sem nenhum compromisso com a autenticidade das obras. Estes aventureiros vão prejudicar muito o mercado, mas como já aconteceu em outras crises que passamos nestes 50 anos, ele será purificado, ficando aqueles que tem tradição e respeito com seu trabalho.


GS - Em relação à pergunta acima, é possível afirmar que há uma relação entre a frequência de questionamentos de autenticidade de obras de autores falecidos e a profissionalização do mercado?

LCM - Conforme expliquei acima, o joio que apareceu no mercado não tem compromisso com nada. Como sabemos que "não tem almoço grátis", os compradores destes leilões Online aprenderão que "Obra barata ou é falsa ou é roubada" cabendo a nós tradicionais do mercado e as famílias dos artistas trabalhar para retirar estes Picaretas do mercado.


GS - Dois de seus bordões são “nada mais barato” e “tá de graça”. Isso quer dizer que o seu foco se dá apenas sobre um segmento de público e de fornecedores?

LCM - Nada a ver com a definição acima "Obra barata ou é falsa ou é roubada" Uso estes bordões que herdei do meu mestre Ernani III, "nada mais barato", "vai se arrepender pelo resto da vida", "tá de graça" "vou mandar no seu dinheiro". Só uso estes bordões quando eu sinto que está realmente acontecendo, sem ser teatro. Inclusive o "nada mais barato" assim como "tableau arte & leilões" são marcas registradas, de minha propriedade..


GS -Você, um veterano, e o mercado de arte brasileiro conviveram com diversas crises econômicas. A partir dos anos 90 passamos a viver um bom período de estabilidade. Atualmente vivemos a conjugação de uma crise econômica e política. Isso tem prejudicado os negócios, ou o mercado de arte se torna um refúgio?

LCM - As crises sempre prejudicam o mercado de arte. Na década de 1990 o mercado parou e só começou a se recuperar no final da década. Mas com sempre as crises servem para limpar o mercado dos aventureiros oriundos de vários setores, que aparecem sempre que o mercado melhora e somem nas crises. A crise atual vai limpar o mercado dos aventureiros que apareceram nos leilões online..


GS - Você gostaria de destacar algum momento (ou momentos) marcantes de sua carreira?

LCM - De 1975 a 1977 e de 1981 a 1985, a Tableau quebrou vários recordes nacionais de artistas como Portinari, Di Cavalcanti, Castagneto, Visconti e Antonio Bandeira.


GS - Continua existindo a crítica de artistas em relação a marchands e leiloeiros em relação a diferença de preços comprados e vendidos ao público final?

LCM - Com relação a tableau, os artistas colocam as obras em lance livre, vendidas pela melhor oferta, cobrando uma comissão de 50%, em uma venda pública. Portanto não temos este tipo de problemas, somos leiloeiros, não compramos nada, alias com manda a legislação de leilões. O leiloeiro não pode ser comerciante, sendo que a falência do mesmo será sempre fraudulenta.


GS -Existe alinhamento entre nomes de artistas consagrados pela crítica e os preços de suas obras praticados pelo mercado?

LCM - Normalmente não. Os preços e atelier e galerias, fora comissões se equivalem. Os preços de leilão são sempre menores que os de galeria e às vezes até mesmo os de atelier. .


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Ano 1966, Ano 1974, Ano 1975, Construtora Serrador, Década de 1990, Galeria da Praça, Galeria Vernissage, Horacio Ernani Thompson de Mello, Irineu Ângulo, Lalau, Leilão, Leiloeiro, Luiz Caetano Santos Queiroz, Luiz Carlos Moreira, Marchand, Maurício Pontual, Nicolau dos Santos Neto, Raul Fernandes, Rio de Janeiro, Roberto Castelli, São Paulo, Tableau, Tableau Arte & Leilão


Conheça a tableau arte & leilões

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INTERVIEW

LUIZ CARLOS MOREIRA


The homepage of former Galeria Seta (GS) (Seta Gallery) in São Paulo, Brazil, interviewed at the beginning of 2016 the auctioneer and ex art dealer Luiz Carlos Moreira (LCM), founder and owner of brand Tableau Arte & Leilões (Auction’s House). The house achieved 41 years of continuous activity at the art market giving an important contribution to the branch consolidation and professionalization.

GS - When, where and how did you awake your interest to the art market?

LCM - In 1966 in Rio de Janeiro I knew the art dealer Luiz Caetano Santos Queiroz who was the boss of Galeria da Praça (Plaza Gallery) and invited me to take part at this Market.


GS - What was you first work at this area?

LCM - In 1966 started the auctions only of canvas. Till this date the auctions were of several objects like silver, porcelains, furniture, antiquities in general and canvas, organized by auctioneers. The auctions only of canvas had names like Auction of Aquarius, Sagittarius, etc. I worked at Serrador Civil Constructor and Luiz Caetano had a flat being built by Serrador. As a good “baiano” (person who is birth in the state of Bahia), he said: “Lula, I am going to do an auction of canvas and you are good in numbers and could help me at the exposition and at the night of the auction receiving the payments. I am going to pay earns of 0,025%". The auction was a great success. The 0,025% that we calculated to my payment should be around one third of my wage at Serrador. I earned three wages. The civil constructor lost a servant and Galeria da Gallery one till 1974, when I left to create tableau in São Paulo.


GS - Why did you leave Galeria da Praça and come to São Paulo?

LCM - At that time I was the manager of Galeria da Praça leading with all auctions and expositions in Rio and São Paulo. I organized one auction together to Galeria da Praça and Galeria Vernissage here in São Paulo with support of financial enterprise called Fidelidade. The owners of Galeria da Praça and Galeria Vernissage, Luiz Caetano Queiroz and Raul Fernandes, were negotiating with directors of Fidelidade in order to open a gallery and a house of auctions here in São Paulo. At the end of the auction I was contacted by the directors of the financial enterprise to be associated with them to open a gallery and a house of auction. I asked for advice of Luiz Caetano on the proposal and he supported me. So was born tableau in 1975.


GS -How do you explain the change from art dealer to auctioneer? And how did it work?

LCM -At Galeria da Praça, the auctioneer under contract was the greatest I ever known, Horacio Ernani Thompson de Mello, the third of the Ernani dynasty, my great master. From 1975 to 1981, I employed auctioneers, like Irineu Ângulo and Roberto Castelli. I created and trained them in 1978 under the condition to be exclusive of Tableau. In 1980, started pressing to through an auction to a friend of him called Mauricio Pontual, an art dealer of Rio de Janeiro. I agreed that he would through one auction only. Although he was son in law of Nicolau dos Santos Neto, nickname “Lalau”, he lived in a hired flat. Making this auction he was able to pay a parcel to buy a house in Morumbi. In 1981 started pressing on him in order to launch another auction to the same art dealer. At that time there were only 20 auctioneers. I bought a chart (authorization) of auctioneer, allowed Castelli organize the second auction of Mauricio Pontual and fired him off. So I was in charge of my own auctions at Tableau.


GS - Is possible to assure that Brazilian market is professionalized after 50 years of acting at this sector? And what could be done (If this question makes sense) in order improve the market to all agents involved?

LCM - The market, from the beginnings of the online auctions, saw a lot of adventurer, selling works of low quality, without knowledge and without any compromise with the authenticity of the works. They will damage the market too much. However, as already happen in other crises we lived in these 50 years, the market will be purified, and will remain only those with tradition and respect with their work.


GS - Related to last question I ask: is possible to affirm that there is a relation between the frequencies of argues of authenticity of dead artist and the professionalization of the market?

LCM - As I explained before, these people who adventured at the market has no compromise. As we know, “there is no free lunch time”. The buyers of these online auctions will learn that “cheap work is either false or stolen” leaving to us – the traditional auctioneers of the market and the family’s artists - work to remove such adventurers from the market.


GS - Two of your jingles are “nothing cheaply” and “this work is free”. Does it mean that your focus in on a public segment and of suppliers?

LCM - There is nothing to do with “nothing cheaply is either false or stolen”. I use these jingles that I learned with my master Ernani III, “nothing cheaply”, “you will be contrite to the rest of life”, “this work is free”, “I will order your money”. I only employ these jingles when I feel that is really happening, without “making theatre”. The jingle “nothing cheaply” and “tableau art & auctions” are protected brands of mine.


GS -You, a veteran, and the Brazilian art market, lived together several economic crises. From the 90’s we lived a good period of stability. Nowadays we live simultaneous economic and political crises. Is such situation damage to business, or the market is a shelter?

LCM - Crises allways damaged the art market. In the 90’s the market stopped and only started recovering at the end of the decade. But crises are allways good to clean the market of adventurers coming from several branches, those who ever appear with the improvement of the market but disappear in the crises. The crise will protect the market from adventurers that surge at the online auctions.


GS -Would you like to point out a special moment of your career?

LCM - From 1975 to 1977 and from 1981 to 1985, Tableau overcame many national records of artists, like Portinari, Di Cavalcanti, Castagneto, Visconti and Antonio Bandeira.


GS - Does exist yet the critic of artists to art dealers and auctioneers in matters of differences of prices bought and sold to final consumer?

LCM - Considering Tableau, artists put their works in a free bid, sold by the best bid, charging a commission of 50% at a public sale. Therefore, we haven’t such kind of problems, we are auctioneers. We don’t buy anything according to auction legislation. The auctioneer can’t be a merchant. Else, the bankruptcy of an auctioneer shall be always fraudulent.


GS - Is there alignment between artists recognized by critics and prices of their work obtained at market?

LCM -Not usually. Prices at ateliers and galleries are equivalent, but at auctions prices are lower and sometimes even at ateliers.


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KEY WORDS (TAGs): Auction, Auctioneer, Gallery, Year 1966, Year 1974, Year 1975, Constructor Serrador, Decade of 1990, Galeria da Praça, Galeria Vernissage, Horacio Ernani Thompson de Mello, Irineu Ângulo, Lalau, Leilão, Leiloeiro, Luiz Caetano Santos Queiroz, Luiz Carlos Moreira, Marchand, Maurício Pontual, Nicolau dos Santos Neto, Raul Fernandes, Rio de Janeiro, Roberto Castelli, São Paulo, Tableau, Tableau Arte & Leilão

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